sábado, 14 de julho de 2018

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas



Antes de comentar sobre o filme é preciso saber de onde surgiram os personagens.

Valérian é uma história em quadrinhos franco-belga que mistura space opera e ficção científica foi criado por Pierre Christin (roteiro) e Jean-Claude Mézières (desenhos).

A série mostra as aventuras de Valérian, um agente espaço-temporal e sua parceira, Laureline que viajam pelo universo e pelo espaço e tempo.

Valérian segue o tipo de herói clássico, forte, bondoso que sempre segue as ordens de seus superiores. Mesmo que lá no fundo saiba que nem sempre é a coisa certa a fazer.

Em contrapartida, Laureline combina inteligência, determinação, independência e sex-appeal.

Sua primeira aparição foi na edição 420 da revista Pilote em 9 de novembro de 1967.

A revista é famosa por também ter publicado Asterix, Tenente Blueberry, Lucky Luke entre vários outros.

Quando os personagens fizeram 40 anos de existência as edições tiveram como título Valérian et Laurine.

Valérian et Laureline além de ser uma das séries francesas mais antigas do país, também é considerada um marco na banda desenhada européia e da cultura pop.

Influenciando outros meios de comunicação, pois vemos vestígios de seus conceitos em histórias ilustres como Star Wars que teve uma fortíssima influência e também O Quinto Elemento, pois Luc Besson confessou que gostava da banda desenhada.

Ao longo dos anos os quadrinhos dos personagens já foram traduzidos pra diversos idiomas entre os quais posso citar: inglês, alemão, holândes, dinamarquês, sueco, finlândes, espanhol, português, italiano, sérvio, turco, chinês, polonês e etc.


TimeJam: Valérian & Laureline tem uma série animada que foi lançada em 2007.

Nessa versão os personagens divergem pouco do original do qual foram inspirados. O desenho está ambientado num futuro um pouco utópico, no qual a viagem no tempo é possível. E acompanhamos os agentes espaço-temporais que protegem o tempo e o espaço dos paradoxos relacionados à essa viagem.

A versão foi inspirada pelo estilo anime tendo um total de 40 episódios, com 25 minutos de duração cada e terminando em 2008.

Em 2017, tivemos Valerian e a Cidade dos Mil Planetas que foi dirigido por Luc Besson.

O diretor é um antigo conhecido nosso que possui em sua filmografia: O Quinto Elemento, Lucy, O Profissional, Nikita: Criada para Matar, Joana D’Arc entre vários outros.

 O filme foi inspirado pelo sexto álbum da série L'Ambassadeur des ombres, publicado em 1975.

Na edição, Valérian e Laureline estão encarregadas de escoltar o embaixador da Terra em Central Point, uma estação espacial que reúne todas as civilizações presentes no universo. 

Após sua chegada em Central Point, o embaixador é sequestrado com Valerian. E Laureline vai procurá-los no labirinto que forma o Ponto Central.

Estamos em 2740, Valérian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevigne) são dois agentes espaço-temporais. A dupla usa a nave batizada carinhosamente de Alex pra realizar suas missões que são impostas pelo Governo dos Territórios Humanos.

A humanidade progrediu, evoluiu e colonizou o espaço e a estação espacial Alpha abriga milhoes de seres dos mais diversos cantos da galáxia. Só pra constar, há cerca de 8000 espécies trocando conhecimento, tecnologia e experiências no local.

O problema acontece quando o Comandante Arün Filitt (Clive Owen) é sequestrado por uma raça estranha e a dupla precisa a todo custo salva-lo.

Bom, pra ser sincero a história começa lenta preferindo nos ambientar com os personagens, mas depois se transforma numa aventura de ação frenética.

Além da tecnologia, pois obviamente estamos no futuro. Outra coisa que gostei demais foi a nave da dupla carinhosamente chamada de Alex (ela possui A.I. e conversa com seus tripulantes).

Mais quem rouba a cena são os alienígenas Shingouz que detem informações, mas que adoram levar vantagens pra quem quer obte-las.

Não poderia deixar de comentar sobre Rihanna a cantora tem uma participação super caliente e emocionante também.

Fora isso sabe aquele filme que no início você não dá nada mais quando assiste fica bobo com tanta coisa maravilhosa? (esse é um ótimo exemplo disso).

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é um filme divertido com diálogos inteligentes, irônicos e sarcásticos.

Alguns podem até reclamar que lembra bastante Avatar de James Cameron, no entanto não leve isso em consideração e assistia. Eu afirmo que não irá se arrepender de te-lo visto.

Espero que tenham gostado.

domingo, 17 de junho de 2018

A Boa Sorte de Solano Dominguez



É uma excelente edição lançada pela Editora Desiderata, em 2007.

A Boa Sorte de Solano Dominguez tem roteiro de Wander Antunes e arte de MozartCouto, um consagrado desenhista brasileiro.

A trama acontece na cidade de Havana, Cuba e historicamente no período em que Fulgêncio Batista comandava a ilha (1953).

Logo no início, Solano está “inconsolável” devido a perda de sua esposa. Não é pelo sentimentalismo, mas por causa da grana que está devendo.

Já que através dela que era prostituta tirava sua subexistencia e gastava demais em bebida e principalmente nos jogos.

A situação estava piorando, pois Sandoval, um dos homens pra quem estava devendo veio lhe cobrar seu dinheiro (ele levou uma surra pra aprender que deveria saldar a tal dívida).

Desesperado e no fundo do poço eis que surge um milagre.

Lolita Dominguez, sua filha que estava estudando num colégio de freiras voltou pra casa. A garota foi a solução instantânea pros seus piores problemas (sua beleza era tão impressionante que superava a da própria mãe).

Solano queria usá-la pra seus interesses escusos e se valeu do amigo Valentin pra tornar-se a garota mais fogosa. O rapaz era um tipo de Don Juan que conquistava várias mulheres e muito famoso por causa disso.

Então, Solano planejou leiloar a virgindade da garota e todos os dias caminhava com sua filha fazendo com que todos os homens ficassem babando por ela.

Tal fato desencadeou um interesse geral pra saber quem seria o felizardo desse acontecimento. Obviamente temos outras situações durante essa aventura só que não vou comentar pra não estragar a surpresa de quem for ler.

É chover no molhado comentar que é uma história envolvente. Seja pelo roteiro adulto de Wander Antunes, pois seus personagens são de uma realidade palpável que parece estarmos vivenciando as situações ao lado deles.

Seja pela arte de Mozart Couto, porque apesar da edição ter um ótimo acabamento está em preto e branco. Pra mim retira um pouco do peso que teria se fosse colorida (o artista já fez incontáveis trabalhos ao longo dos anos).

Outro detalhe interessante é que Solano me lembrou o Vadinho de Dona Flor e Seus Dois Maridos, um livro do escritor Jorge Amado, publicado em 1966.

A obra é um dos maiores clássicos da literatura brasileira e já foi adaptado algumas vezes tanto pro cinema, quanto pra telinha (e teatro também).

 Sua primeira e mais famosa versão foi protagonizada por Sônia Braga, José Wilker, Mauro Mendonça e dirigida por Bruno Barreto em 1976.

No filme, estamos em Salvador na década de 40. Dona Flor (Sônia Braga) é uma professora de culinária casada com Vadinho (José Wilker) que gostava bebida e jogatina que acaba morrendo após tanto farrear.

Um tempo depois a viúva casou-se com o Dr. Teodoro Madureira (Mauro Mendonça), um pacato farmacêutico. Só que mesmo após sua ida pro além, Vadinho em espírito continua visitando sua esposa (e Dona Flor fica dividida entre ambos os homens).

Essa adaptação teve um publico recorde com mais de 10 milhões de pessoas na época. Levando 34 anos pra perder essa marca, pois Tropa de Elite 2 conseguiu supera-lo.

Anos depois tivemos a minissérie estrelada por Giulia Gam, Edson Celulari e Marco Nanini, em 1998.

Dirigida por Mauro Mendonça Filho é uma produção caprichada que demonstra de forma marcante o modo de viver e o estilo da população baiana.

No ano passado tivemos a última adaptação na telona dirigida por Pedro Vasconcelos e protagonizada por Juliana Paes, Marcelo Faria e Leandro Hassum.

E só pra fechar, a ediçao ainda demonstra uma enorme influência de Carlos Zéfiro, um famoso desenhista erótico que fez alegria das pessoas na época da ditadura em nosso país.

Particularmente afirmo que a qualidade demonstrada nessa história merecia uma continuação apenas pra sabermos o que Lolita Dominguez iria aprontar.

Fico por aqui.


sábado, 2 de junho de 2018

Transformers Primazia Download



A série da Netflix Brinquedos que marcaram época mexeram com minha memória afetiva a ponto  me fazer ler a série HQ Transformers Primazia à ponto de deixar disponível aqui para download.
Os transformes, em essência, nasceram da estranha relação pós-guerra entre EUA e Japão. Apropriação cultural ou natural hibridização de duas nações que até pouco tempo tiveram o desfecho mais trágico ao cair de panos de uma guerra subjugando a nação nipônica? Assistam o ep.02 da segunda temporada da serie da Netflix acimas mencionada e tirem suas conclusões.
Mas voltando as HQs Primazia uma pena que não deu para saber quem escreveu o arco de histórias e saber quem é o excelente desenhista dos traços arrojados de gráficos imponentes nesta série. Aceito informações complementares.
Por outro lado, foi bom Saber que a Marvel Comics foi quem criou toda a história adaptada dos robôs japoneses para a realidade norte americana.

link para download no final desta página.




















 Download Aqui!!!!!!

segunda-feira, 23 de abril de 2018



Justiça Jovem: Invasão

Afirmo que aqueles que não tiverem assistido a segunda temporada da série animada não leia o texto (por causa de spoiler).

Depois não diga que avisei e fica por sua conta e risco.

Esta série animada foi criada por Brandon Vietti e Greg Weisman pro Cartoon Network  (sendo lançada em 2011).

Suas aventuras acontecem na Terra-16, provavelmente um universo fictício da editora aonde os super-heróis são um fenômeno recente.

Durante a primeira temporada acompanhamos as aventuras de Robin (Dick Grayson), Kid Flash (Wally West) e Aqualad (Kalduran).

No seu tão aguardado dia de formatura os ajudantes são levados até a Sala de Justiça (local que surgiu no antigo desenho dos Super Amigos).

Mais o que era pra ser uma grande celebração tornou-se decepção, pois Ricardito (Roy Harper) contou que a Sala era somente enganação. Já que os integrantes da Liga se reuniam realmente num satélite há vários quilômetros dali.

Deixando os garotos aborrecidos e indo atrás de suas próprias missões. Nisso ajudaram o Superboy e formaram a Justiça Jovem. Uma equipe que realizava operações secretas provando que futuramente poderiam ocupar seu lugar na LJA.

Apesar de sabermos que a Liga existe o desenho sempre destaca os ajudantes, seus problemas, traumas e conquistas.

Bom, várias coisas aconteceram durante  essa temporada, porém não é sobre ela que se trata esse texto.

Na segunda temporada conhecida como Invasão tivemos outras aventuras emocionantes de tirar o fôlego e deixar maluco qualquer fã dos personagens.

Na trama haviam se passado cinco anos fato que deu precedente pra diversas mudanças.

A primeira que notei é que Dick adotou o codinome Asa Noturna e deixou pra Tim Drake o traje de pássaro vermelho.

Outro destaque importante é o acréscimo de novos integrantes na equipe tipo: Moça-Maravilha (Cassie Sandsmark), Lagrano, Foguete, Zatanna, Mutano e até o Impulso.

A principal linha narrativa foca na raça alienígena Reach ou a Expansão que inicialmente parecia boazinha, mas que na verdade queria conquistar nosso planeta.

Esses aliens recebiam auxílio da Luz, uma organização criminosa secreta composta pelos maiores vilões do UDC. Entre os quais destaco: Vandal Savage, Lex Luthor e Ra’s Al Ghul.

A Luz manipulava as situações envolvendo tantos heróis da Liga, quanto da Justiça Jovem.

O aspecto mais empolgante da segunda temporada pra mim foi terem arranjado uma turbinada na história do Besouro Azul 3 (Jamie Reyes) que havia se tornado um traidor, no entanto estava sendo mentalmente controlado.

O escaravelho em suas costas era tipo um batedor dos Reach pra que tivessem um agente no planeta a ser conquistado. Junto a ele havia o Besouro Negro assustador de tão ruim e o Besouro Verde que era marciano (não confundir com esse herói).

Como se apenas tudo isso não bastasse houve uma grande traição de Kaldur que assassinou Ártemis pra provar sua lealdade ao Arraia Negra que é seu pai.

Podemos notar que a Invasão do título foi a trama principal desta temporada, mas conseguiram desenvolver subtramas que na verdade tinham relevância em tudo que estávamos assistindo.

Como a relação conturbada entre Ártemis e seu pai o Mestre dos Esportes, a vida de Billy Batson como Capitão Marvel, Impulso vindo de um futuro apocalíptico causado pelos aliens, homenagens com versões adolescentes pros heróis Chefe Apache, Samurai e El Dorado que surgiram no antigo desenho Super Amigos e até a presença crucial de Adam Strange em momentos importantíssimos.

Além disso eu quase ia me esquecendo de G. Gordon Godfrey, um repórter chato pra caçamba que detona os heróis na telinha (sempre deixando a opinião pública contra eles).

Lembrando que o personagem fazia o mesmo na clássica aventura Lendas.

Há outros assuntos que não vou ficar me estendendo senão o texto ficará enorme.

Li na web que haverá uma terceira temporada do desenho e foi por causa disso que fiz o texto.

Espero que consigam manter a mesma qualidade que demonstraram na segunda temporada, pois virei fã de carteirinha assinada de Justiça Jovem por causa dela.

Fico por aqui.



quarta-feira, 7 de março de 2018



Perdidos no Espaço

Recentemente a Netflix anunciou o reboot do seriado antigo, feito na década de 60, da família Robinson.

A história acontece 30 anos no futuro e a colonização do espaço tornou-se uma realidade. A família Robinson foi testada e selecionada pra ter uma vida num mundo melhor.

Devido há alguns problemas os colonos são retirados de sua rota original, precisam forjar novas alianças e trabalhando juntos pra sobreviverem num ambiente alienígena hostil (anos-luz distante da Terra).

E teremos representandos os personagens: John Robinson (Toby Stephens), Maureen Robinson (Molly Parker), Doutora Smith (Parker Posey), Penny Robinson (Mina Sundwall) e Don West (Ignacio Serricchio).

A nova versão de Perdidos no Espaço será lançada em 13 de abril.

Então, vou aproveitar a chance pra retirar um pouco da poeira desta série clássica.

Lost in Space foi produzido pela rede CBS americana e teve como criador e produtor executivo Irwin Allen (1916-1991).

Não poderia esquecer que o produtor é reconhecido por seus filmes: Cinco Semanas num Balão, O Mundo Perdido, A Cidade sob o Mar, O Destino do Poseidon, Inferno na Torre, O Dramático Reencontro no Poseidon entre outros.

 Além de Perdidos no Espaço, Irwin Allen também foi responsável por alguns seriados de sucesso na telinha tipo: Viagem ao Fundo do Mar, Terra de Gigantes, O Túnel do Tempo e A Família Robinson.

A trama acontece no “futuro” em 1997, pois a espaçonave Júpiter 2 estava para ser lançada e a família Robinson tinha a missão de colonizar um planeta em Alfa Centauri.

Esse projeto seria a solução pra resolver o grave problema de superpopulação em nosso planeta.

Os tripulantes eram: Professor John Robinson (Guy Williams), sua esposa Maureen Robinson (June Lockhart), e seus filhos, Judy (Marta Kristen), Penny (Angela Cartwrigth) e Will (Billy Mumi).

Ainda tínhamos, o Major Don West (Mark Goddard) que era o piloto da nave Jupiter 2, o chato do Dr. Zachary Smith (Jonathan Harris) eo robô B9 que tinha um bordão inesquecível: “Aviso! Aviso! Perigo! Perigo! Perigo!

Durante o lançamento houve um problema causado pelo Dr. Smith que era um espião infiltrado. Ele sabotou a missão reprogramando o robô B9 a fim de destruir os equipamentos da aeronave, mas o problema é que o Doutor mesmo após todo problema causado Smith tenta alertar a tripulação.

E por causa disso preso e perdido no espaço com o restante da turma, no entanto a única solução era reencontrar um caminho pra casa.

Confesso que antigamente eu detestava o velho doutor, mas após ter revisto algumas vezes na Rede Brasil notei seu jeito debochado, esnobe e canastrão que acabaram despertando minha admiração pelo personagem.

Só pra constar, a primeira temporada do seriado foi feito em preto-e-branco, porém a segunda já ganhou cores.

Dizem as lendas que haveria uma quarta temporada, mas a CBS resolveu cancelar a série. Infelizmente o custo de produzi-la era muito alto pros padrões da época.

Perdidos no Espaço apresentou três temporadas (1965 a 1968), rendendo um total de 84 episódios.
Como curiosidade o ator Guy Williams (1924-1989)  participou de outros seriados antigos importantes que foram: o Zorro, da Disney (uma das melhores versões do persongem pra mim) e Bonanza.

Outro assunto interessante é que a música de abertura foi feita por John Williams, um compositor que depois famoso mundialmente. Ele nos brindou com os temas musicais de: Superman: O Filme, Tubarão, Star Wars, Indiana Jones entre vários outros.

Antes do lançamento da série clássica a Gold Key Comics publicava o gibi Space Family Robinson (1962). Tanto  a revista quanto o seriado tiveram como inspiração o livro A família suíça Robinson (The Swiss Family Robinson), do escritor Johann David Wyss, publicado em 1812.

Bom, lembrando que quase no final da década de 90 tivemos um filme bem fraquinho de Perdidos no Espaço.
Na trama estamos no ano de 2058 e a Terra sofre com os danos irreversíveis sofridos pela poluição. A Força Espacial Global (The United Global Space Force) governa nosso planeta.

O professor John Robinson (William Hurt) é encarregado liderar uma missão junto com sua família a bordo da nave Júpiter 2 até o planeta Alpha Prime (que orbita a estrela Alfa Centauri).

O restante da tripulação era composta por: Dra. Maureen Robinson (Mimi Rogers), Dra. Judy Robinson (Heather Graham), Penny Robinson (Lacey Chabert), Will Robinson (Jack Johnson), Major Don West (Matt LeBlanc) e Dr. Zachary Smith (Gary Oldman).

Os Robinson serão a primeira família de colonizadores do planeta e também cabe a eles construir um hiperportal em órbita dele, para receber as futuras naves.

Só que o projeto vira alvo de organização terrorista, que matou o piloto original da aeronave. E ainda contratou Zachary Smith pra sabotá-la, o doutor programa o robô pra destrui-la, porém também fica preso com todos.

Pra piorar Júpiter 2 mergulha vertiginosamente na direção do Sol, mas o Professor e o Major conseguem através da hiperdireção salvar a todos. E por consequência disso se perdem no espaço.
Sinceramente o filme consegue trazer um ar de ficção científica “atual” pro enredo da série clássica. 

Os efeitos especiais eram bons, a música ficou excelente, mas há uma trama de viagem no tempo que ficou bastante confusa pra mim.

O fato é que que essa versão recebeu um prêmio Framboesa de Ouro na Categoria Pior Remake ou Sequência (então não preciso comentar mais nada).

A parte interessante é que alguns atores do seriado original participam desta porcaria: June Lockhart (Maureen da série), Marta Kristen (Judy), Angela Cartwright (Penny) e Mark Goddard (Major West).
Dizem as lendas que o cineasta John Woo tentou produzir um reboot (entre 2003/2004). 

Teria o nome de ‘The Robinsons: Lost in Space’, mas o piloto não agradou e foi vetado pela emissora naquela época.

Pra fechar, estou com uma ótima expectativa deste remake da Netflix já que eles tem acertado na grande maioria de suas produções.

Até o próximo texto.




quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Crise na Terra X



No período anterior da década de 80 a Distinta Concorrente possuía múltiplas realidades quase que infinita.

Então, a Crise daquele período fez uma limpa enorme nos personagens da editora. Mais décadas depois resolveram voltar com o seu Multiverso, porém desta vez haviam somente 52 realidades distintas.

No universo pré-Crise a Terra X era habitada pelos heróis da Quality Comics.

Essa editora foi muito importante na Era de Ouro dos gibis e funcionou de 1939 até 1956.

Os heróis da Quality foram: Homem-Borracha, Pequeno Polegar, Falcão Negro, Lady Fantasma, Tio Sam, Condor Negro, Bomba Humana, Kid Eternidade, Miss America entre vários outros.

Durante meados da década de 50 a popularidade e o interesse nos heróis caiu bastante. Infelizmente a Quality saiu desse gênero e passou a publicar revistar sobre guerra, humor e terror. No entanto a editora fechou suas portas em 1956.

Seu direitos foram vendidos pra DC Comics e alguns destes heróis ressurgiram formando a equipe os Combatentes da Liberdade na edição Justice League of America # 107, em 1973.

Nesta realidade, os nazistas venceram a Segunda Guerra Mundial e dominavam o mundo através de 3 estações geradoras de um sinal que controlava a mente. Localizadas na Torre Eiffel, Monte Rushmore e no Monte Fuji.

Só que os Combatentes haviam se tornado imunes aos efeitos destes raios.

Hitler já havia morrido, no entanto um andróide que ocupava sua posição comandava uma estação orbital. A verdadeira central dos geradores (na intenção de converter qualquer herói que já tenha ido longe demais pra sua causa).

Após a macrossérie 52, a Terra X agora é a Terra-10, onde os Combatentes enfrentam uma versão nazista da Liga da Justiça.



Só pra constar, na excelente série animada Batman: Os Bravos e Destemidos temos o episódio “Cry Freedom Figthers!”.

E na trama, o Morcegão une-se ao Homem-Borracha e também aos Combatentes pra deter uma invasão alienígena.

A equipe é formada pelo: Tio Sam, Lady Fantasma, Condor Negro, Bomba Humana, Ray e Pequeno Polegar.

Bom, agora vamos comentar sobre o quarto crossover dos seriados da editora.

Crise na Terra X  (Crisis on Earth X) reuniu os heróis  de Supergirl, Flash, Arrow e Legends of Tomorrow pro casamento de Barry (Grant Grustin) e Isis (Candice Patton) em Central City.

Tudo ia acontecendo de maneira normal até que a cerimônia foi invadida por nazistas oriundos de outra Terra Paralela.

Obviamente como se trata de um casamento deveria haver algum contratempo pra que a união não fosse realizada.

Eram versões malignas da Supergirl, Arrow e Flash Reverso que neste caso surpreendeu, pois foi o retorno do nosso querido vilão Harrison Wells, da primeira temporada.

A parte interessante é que Oliver e Kara são casados, porém a vilã estava morrendo devido a exposição solar. E pra se salvar queria de qualquer maneira pegar o coração da Kara.

A melhor parte deste crossover foi ver que cada seriado não parecia estar separado.

Na verdade todos foram mostrados como se fossem apenas um só (fazendo nossa apreciação da história ser bem melhor.

O que pude notar que me deixou impressionado foi a Terra X, um lugar sombrio e assustador. 

Winn (Jeremy Jordan) era líder da resistência e estava agindo de maneria bastante radical. Forma totalmente diferente daquela que o vemos em Supergirl.

Gostei também pro destaque que deram pros personagens, Catlin, Mick, Isis e Felicity que tiveram seus momentos pra aparecer.

Eu não poderia esquecer da volta do Wentworth Miller sarcástico na medida certa.

Foi engraçado ver a tentativa do soro que tornaria Jefferson, num tipo de Homem-Aranha fazendo referência ao Cabeça de Teia.

Destaco as cenas de batalha da última parte em Legends que foram bem executadas e também a morte emocionante de Martin Stein (Victor Garber).

Pra fechar, enquanto Liga da Justiça infelizmente não está indo bem de bilheteria (apesar do filme ser bom).

Esse crossover prova que um roteiro escolhido de maneira bem criteriosa pode surpreender qualquer um.


Fico por aqui.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Superman vs Flash, A Corrida do Século!



A disputa pra saber qual dos personagens é o mais rápido da DC já perdura por longos anos.

Só pra constar, confesso que estava com o pé atrás devido terem escolhido Ezra Miller pra interpretar o velocista na telona.

Já que estávamos acostumados com Grant Grustin e seus problemas no seriado, mas foi legal constatar que Miller conseguiu ser bastante divertido.

Voltando, na cena pós-créditos de Liga da Justiça temos algo que realmente foi feito pra nós fãs de gibis ficarmos felizes feitos crianças.

Sendo que há décadas os roteiristas da empresa levantam essa questão quem é mais rápido o Superman ou o Flash?

Enquanto o Azulão é praticamente invencível com vários atributos ao seu lado como: invulnerabilidade, superforça, voo, visão de calor, sopro congelante entre outros.

Já o Flash mantém a alcunha de “O Homem mais Rápido do Mundo!”  fato que também dispensa qualquer apresentação.

Suponho que a velocidade do Homem de Aço seja equivalente a velocidade do som.

Afirmo que dependendo do período abordado a velocidade do escoteiro azul realmente chega a rivalizar com o velocista escarlate.

Enquanto o Flash correndo pode facilmente chegar á velocidade da luz. Contra o velocista não podemos negar que trata-se apenas de um ser humano que precisa se alimentar pra recuperar sua energia.

E pra acirrar essa discussão os fãs sempre tentam justificar, porque o seu preferido vence tal corrida.

Viaje comigo nessa corrida espetacular



Superman #199 - 1967
Foi a primeira edição da corrida e apresentou roteiro de Jim Shooter e arte de Curt Swan.

Na trama, a ONU organizou uma disputa ao redor da Terra (pra arrecadar dinheiro pros países pobres).

 O problema é que um grupo de bandidos sequestraram a dupla querendo manipular o resultado.

Só que ambos conseguiram escapar e de comum acordo terminaram empatados.



Flash #175 – 1967

Desta vez a segunda corrida foi feita pela Via Láctea, pois os alienígenas Rokk e Sorban capturaram a Liga da Justiça.

Forçando a dupla a disputar ainda ameaçam destruir as cidades (Metrópolis e Central City).

A parte interessante é que o Flash recebe uma aura protetora pra sobreviver no espaço.

Mais descobriram que Rokk e Sorban eram os vilões Flash Reverso e Abra Kadabra disfarçados.

Ambos correram 40 mil anos-luz, no entanto essa disputa também terminou em empate.



World’s Finest #198 e 199 – 1970

Foi a terceira corrida deles e apresentou roteiro de Dennis O’Neil e arte de Dick Dilin.

Na trama, Os Anacrônicos, uma raça alienígena capaz de viajar mais rápido do que a luz querem mudar a contagem do tempo (em nosso planeta).

Na tentativa de impedi-los os Guardiões do Universo usam o Super e o Flash pra correr na direção oposta.

O problema é que ambos são capturados pelos vilões tendo suas pernas imobilizadas, mas o Flash vence a corrida e salva a Terra.


DC Comics Presents #1 e 2 – 1978

É a quarta disputa entre os heróis apresentando roteiro de Martin Pasko e arte de José Luis Garcia-López.

 Como curiosidade esses gibis foram publicados pela antiga editora EBAL, na edição Anos 80 – Os Clássicos da Década # 4.

Nessa aventura os Zelkots e Volkirs, são duas raças alienígenas inimigas que capturam ambos os heróis.

Pra tentar impedir que haja o desentendimento entre eles o Flash é enviado pro passado pelos Zelkots, no entanto o Super foi enviado pelos Volkirs tendo como missão impedir o plano de seus inimigos.

O aspecto importante é que se trata de uma corrida temporal pra impedir um mal maior. Os heróis se tornam aliados pra deter a destruição do universo e não houve um ganhador nessa disputa.




The Adventures of Superman #463 – 1990

 Apresentando roteiro e arte de Dan Jurgens essa história foi lançada por aqui em Superman #98, da Editora Abril. E confesso que foi de onde retirei o título do post.

A capa é uma reedição da primeira corrida dos personagens (que comentei no início do texto).

Historicamente foi a primeira disputa entre Flash e Superman no período conhecido como Pós-Crise.

Desta vez, o problema é causado pelo chato do Sr. Mxyzptlk, um duende da quinta dimensão (inimigo do Homem de Aço que adora tirar onda com a cara do herói).

Lembrei que na série animada do Azulão, o anãozinho é casado com Ms. Gsptlsnz, uma ruiva sensual e inesquecível. E ao invés de dar atenção pra ela, Mxyzptlk vinha pra Terra perdendo tempo com o Super (eu juro que nunca entendi isso).

Continuando, os heróis disputam uma corrida ao redor da Terra pra decidir quem é o mais rápido.
É óbvio que o duende apronta diversas estripulias pra atrapalhar a dupla, no entanto o Flash ganha a corrida.


DC First: Flash/Superman – 2002

Nesta edição tivemos roteiro de Geoff Johns e arte de Rick Burchett.

O aspecto interessante pra ser comentado é que o Azulão disputou pela primeira vez uma corrida contra Jay Garrick, o Flash original, da Era de Ouro (ou Flash I, como é conhecido nos EUA).

O vilão Abra Kadabra foge mais uma vez da prisão e lança uma feitiço de envelhecimento em Wally West (Flash atual).

Pra salvá-lo eles precisam disputar uma corrida, mas Jay trapaceia e rouba energia cinética do Azulão vencendo a disputa.


Flash #209 – 2004

Apresentou roteiro de Geoff Johns e arte de Howard Porter. E a capa da edição foi feita pelo saudoso Michael Turner.

Na trama, Wally está preocupado com o desaparecimento de Linda, sua esposa. Mais há algum tipo de problema com a Liga, pois eles não conhecem sua identidade secreta.

Não sei explicar por qual motivo, porém West se recusa a revelar seu nome pra equipe. Enquanto dispara pelo mundo procurando por sua companheira, o Superman vai atrás do velocista.

Ambos acabam percorrendo por vários lugares tipo Nova York e Paris, mas no fim o Flash vence a corrida.



Flash Rebirth #3 – 2009

Apresentando roteiro de Geoff Johns e arte de Ethan Van Sciver.

Trata-se do retorno de Barry Allen, o velocista da Era de Prata.

Nesta aventura, Barry foi infectado pelo Black Flash decidindo correr até morrer. Só que Clark vai no seu encalço pra tentar convencê-lo do contrário.
Num momento crítico, Barry entra na Força de Aceleração e vislumbra vários acontecimentos de sua vida.

A parte legal é que o Superman comenta sobre as disputas do passado (dizendo que já venceu a corrida).

Mais o Flash rebate que aquelas foram feitas somente pra caridade. Afirmando na verdade que é o mais rápido deles.


Superman #709 - 2011

Desta vez temos roteiro de J. Michael Straczynski com Cris Roberson e arte de Eddy Barrows com Allan Goldman.

Só pra constar, essa aventura acontece durante a fase que o Super estava vagando pelos EUA á procura de si mesmo.

Na trama, Barry estava com sua mente sendo comandada por uma tiara kriptoniana.

O Corredor Escarlate estava construindo uma Nova Kripton na cidade do Colorado.

Então o Homem de Aço percebe essa mudança na paisagem (vendo apenas um borrão correndo á sua frente).

Depois descobre o fato do Flash não conseguir parar e começa persegui-lo. Em Krypton a tiara servia como um dispositivo de interrogação pra retirar informação da memória dos criminosos.

No final, Kal consegue alcançar o Flash e retirar o dispositivo mental. A questão é que Barry deixou o Azulão alcançá-lo provando mais uma vez que continua sendo o mais rápido entre os dois.


Como curiosidade descobri uma edição "Supergirl: The Fatest Women Alive" com roteiro de Stuart Moore e arte de Paco Diaz.

Na qual a Supergirl e Jesse Quick também disputam uma corrida beneficente ao redor do mundo.

Durante o percurso as heroínas visitam passam pelo Oceano Atlântico, África, China, Oceano Pacífico entre outros lugares.

O vilão a ser enfrentado é o Parasita que sugou os poderes tanto do Clark, quanto do Barry que estavam no estádio tietando suas pupilas.

É claro que ambas se unem pra derrotá-lo e depois continuam pra saber quem é a mulher mais rápida do mundo.



Outras Mídias

Além dos gibis houveram outras corridas entre os personagens na telinha.

Na excelente série animada do Super, temos o episódio “Demônios da Velocidade” (Speed Demons).

No qual, Barry e Clark decidem competir numa corrida pra caridade. O Flash demonstra ser muito convencido e ainda dá uma paquerada na Lois.

O problema surge quando o Mago do Tempo, inimigo do velocista decide usar um satélite pra controlar o clima e atrapalhar a disputa.

Depois de prender o vilão ambos voltam pra corrida, porém não temos como saber quem foi o vencedor.

No seriado Smallville, temos “Fugindo” episódio da quarta temporada. No qual Bart Allen (Kyle Gallner), um morador de rua sobrevive praticando furtos.

E numa dessas ocasiões rouba a carteira do Clark que vai atrás dele. Clark (Tom Welling) descobre sobre o passado solitário do garoto e há algumas cenas divertidas no episódio.

A parte importante é que no final disputam a famosa corrida e claramente percebemos que Bart era mais veloz que Clark deixando-o abismado com esse fato.

Por último há ainda o crossover da Supergirl com Flash “Os Melhores do Mundo” (World’s Finest).

Neste episódio Flash (Grant Grustin) e Supergil (Melissa Benoist) se unem pra combater as vilãs: Curto-Circuito (Brit Morgan) e  Banshee Prateada (Italia Ricci).

Lembrando que ambos vivem em Terras diferente, pois pertencem a emissoras concorrentes. 

Supergirl é transmitida pelo canal CBS enquanto The Flash pelo canal CW na Terra do Tio Sam.

Quero destacar que o episódio em si é muito divertido  e engraçado. É claro que isso foi devido a química que ambos os atores demonstram em cena.

E no final temos a tão famosa corrida dos heróis que também desta vez não foi apresentado um vencedor.

Até o próximo texto.


Fonte de Pesquisa: Mundo Estranho, Wikipédia e Mundo dos Super-Heróis # 8.