segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Rapidinhas: O último Capítulo (I Am the Pretty Thing That Lives in the House).

A atriz Ruth Wilson( Lily ) carrega o filme nas costas. No entanto não é o suficiente para atrair um publico mais acostumado com os sustos do que com a poética gótica do filme.

Trilha sonora, fotografia e diálogo compõem uma narrativa poética. Podemos estar presenciando uma nova forma de se fazer filmes de terror/suspense que infelizmente não teve sua continuidade em filmes como O Sexto sentido e Os outros. A minha unica ressalva é a falta de aprofundamento do tema. Mas acho que se justifica a proposta do longa. É de fato um filme para poucos.

Data de lançamento: 28 de outubro de 2016 (EUA)

Duração: 87 minutos

Direção: Oz Perkins

Roteiro: Oz Perkins

Música composta por: Elvis Perkins

Cinematografia: Julie Kirkwood

Elenco:

Bob Balaban: Mr. Waxcap

Paula Prentiss: Iris Blum

Ruth Wilson: Lily

Lucy Boynton: Polly

Brad Milne Groom
Erin Boyes Young Iris

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Liga da Justiça



Finalmente a Warner Bros. conseguiu entregar um filme que nós fãs queríamos ver.

Confesso que eu estava muito apreensivo devido ao longa ter duas mentes criativas completamente diferentes no modo de agir (fato que poderia fazê-lo naufragar causando um problema enorme).

Meus temores foram dissipados, pois o envolvimento dos diretores Zack Snyder e Josh Whedon foi nos entregar um filme pra nós fãs dos personagens. Ambos possuem diferentes visões em seu trabalho, porém funcionaram muito bem na telona.

A parte interessante é que Liga da Justiça está conectado ao Homem de Aço (2013) e também ao Batman vs Superman (2016), mas mesmo assim ainda consegue desenvolver sua própria narrativa.

Na trama, desde que o Superman (Henry Cavill) morreu as pessoas perderam a esperança.

A criminalidade estava aumentando muito e só pra piorar um inimigo do passado estava retornando.

Quando o Lobo da Estepe tentou invadir a Terra pela primeira vez houve uma aliança entre Amazonas, Atlantes, Deuses Olímpicos, Tropa dos Lanternas Verdes e os homens (algo que me lembrou até O Senhor dos Anéis). Foi somente devido a essa união que conseguiram detê-lo.

Como espólio de guerra três caixas-maternas ficaram divididas em diferentes lugares, pois se fossem reunidas resultaria na destruição de nosso planeta.

Acho que a maioria já sabe que as caixas são computadores vivos e estão conectadas ao Quarto Mundo. Lar dos Novos Deuses e de Apokolips (respectivamente Pai Celestial e do tirano Darkseid).

Continuando, os séculos passaram e o vilão retornou pra conquistar aquilo que fora negado.

Após a morte do Azulão, Bruce (Ben Affleck) se sentia culpado e acabou descobrindo que uma invasão estava prestes a começar.

Pedindo ajuda pra Diana (Gal Gadot) resolveu convocar uma equipe de meta-humanos e recrutaram Barry (Ezra Miller), Arthur (Jason Momoa) e Vic (Ray Fisher).

O grande lance a ser notado é como esses heróis que sempre estiveram sozinhos vão ter que interagir formando uma equipe.

A Mulher-Maravilha é uma guerreira, Batman um estrategista, Flash iniciando sua carreira heroica, Aquaman, um combatente feroz e Ciborgue, um herói tecnológico.

Há espaço na tela pra irem apresentando todos os personagens, tanto suas vidas, quanto suas motivações e problemas pessoais (fazendo-nos conhecer cada um deles). 

Mais eu adorei o Flash que ficou muito engraçado e o Aquaman, porque ambos se destacam e acabam roubando a cena em alguns momentos.

Como um verdadeiro fã de gibis afirmo que Liga da Justiça é um filme engraçado, divertidíssimo, possui efeitos especias impactantes, ótimas cenas de ação e uma trilha sonora magnífica.

Quero afirmar pra vocês para não darem atenção pra todas as críticas ruins vistas na web, pois o filme é simplesmente sensacional.

Sai da sala de cinema aliviado por ter visto meus heróis preferidos sendo apresentados da forma como realmente são (heróis agindo pra salvar o mundo).

Até o próximo texto.



quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Filme da Liga



A Liga da Justiça é um dos grupos de super-heróis mais famosos dos gibis.

A Liga da Justiça da América inicialmente reuniu os heróis mais clássicos dos gibis: Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman, Lanterna Verde e Ajax.

A equipe foi criada durante os anos 60 pelo lendário Gardner Fox, mas a parte interessante é que foi inspirada pra reaproveitar a Sociedade da Justiça da América.

 Uma equipe que surgiu na convencionada Era de Ouro nos anos 40. Apesar da SJA não ter um espaço tão significativo atualmente quanto a sua importância. Posso afirmar que se não fosse por ela não existiria Liga da Justiça.

Bom, ao longo das décadas tivemos diversas histórias marcantes da Liga e uma das minha preferidas é Torre de Babel, na qual Batman arranja diversas formas pra deter seus “amigos” superpoderosos.

Fato que teve consequências tenebrosas pra Liga graças a Ra's Al Ghul, que roubou esses planos usando-os pra derrotar a equipe meticulosamente.

Na animação, quem se aproveita desta situação é Vandal Savage, um perigoso imortal que desejava destruir a Liga.

Sem sombra de dúvidas é uma das melhores animações feita com a equipe.

Não poderia esquecer de Liga da Justiça: Terra 2, uma história na qual a LJA enfrenta o Sindicato do Crime da América, uma equipe formada por vilões malignos dos heróis oriundos de uma Terra Paralela.



Outra história que gosto e merece destaque é Liga da Justiça: Guerra vindo na esteira do reboot que aconteceu em 2011.

Naquele momento a equipe recem formada teria que se unir a contra-gosto pra deter Darkseid, pra que não invadisse nosso planeta.

 Tanto o gibi, quanto a animação estão impecáveis seja pelo desenvolvimento do enredo, ação e pelos personagens.

Nos desenhos o clássico Super Amigos da Hanna-Barbera, marcou uma geração enorme de crianças que havia assistido suas aventuras entre os anos 70 e 80.

Apesar de todos os seus defeitos e problemas foi uma das primeira representações mostradas da Liga de forma eficiente. Já que a versão anterior da Filmation (feita nos anos 60 era bem fraquinha).

Super Amigos teve tanta importância que no crossover dos seriados Flash, Supergirl, Arrow e Legends of Tomorrow fizeram homenagem pra Sala de Justiça (eu surtei de alegria quando vi a cena).

Na década de 2000, foi a vez de Bruce Timm nos brindar com Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites.

Claro que vale a pena lembrar que anteriormente Bruce havia comandado as versões animadas anteriores de Batman, Super-Homem e Batman do Futuro, todos na década de 90.

Continuando, naquele momento em diante tivemos a versão definitiva dos super-heróis.

A série animada da Liga foi impactante por causa dos roteiros bem elaborados, apresentou diversas histórias inesquecíveis e principalmente personagens bem construídos (respeitando suas versões dos quadrinhos).

Basta apenas comparar Liga da Justiça Action, a versão mais recente deles com a que foi vista na década de 2000 pra notarmos a enorme diferença entre ambas.

Mesmo que Action não seja tão rui assim, pois é uma nova perspectiva dos personagens pra conquistar um outro público (pra mim é bem fraquinha devido ao formato apresentado anteriormente).

E agora finalmente depois de anos esperando teremos o tão aguardado filme da Liga da Justiça.
Batman vs Superman não foi aquilo que nós fãs esperávamos ver, pois dividiu opiniões algumas a favor e muitas contra.

Esquadrão Suicida também foi uma bomba terrível devido ao Coringa que divergiu bastante daquele psicopata sem noção que fez  sucesso na franquia de Nolan. E pra ser sincero gostei mais da Arlequina que ficou parecida demais com a maluqinha encantadora dos gibis e desenhos.

Então, veio Mulher-Maravilha (Gal Gadot) surpreendendo pela ótima representação de sua origem e destacando sua atitude de guerreira.

Só pra constar, o filme da heroína desbancou a bilheteria do Homem-Aranha, de Sam Raimi feito em 2002.

No entanto, o filme da Liga terá a missão de fazer realmente engrenar o Universo Estendido DC.
É a chance da DC Comics mostrar pros fãs que realmente estão empenhados em mostrá-los como lemos nos gibis.

Houveram  alguns problemas como a saída de Zack Snyder do projeto devido a problemas pessoais. E a entrada de Joss Whedon em seu lugar pra dar continuidade no que será visto.

Isso poderá ser até um ponto a favor do filme, porque Whedon já provou que sabe trabalhar com vários heróis. Lembrem-se que ele foi o diretor do primeiro Vingadores que foi um sucesso absoluto e inegável.

A editora não quer apenas render bilheteria algo óbvio devido a grande popularidade dos heróis.
Mais anseia ter reconhecimento da crítica pra que haja uma direção pra ser seguida em suas futuras produções.

E pra realmente fechar, fiz um comentário sobre os filmes live action produzidos há anos atrás sobre a equipe (confira neste post aqui).

Leio gibis há mais de 30 anos, como fã afirmo que estou aguardando ansioso por muito tempo e ver a equipe reunida é um sonho que finalmente será concretizado.

Espero que tenham gostado.


domingo, 22 de outubro de 2017

Marvel Knights . bem-vindo ao lar Frank! E a falta que Dillon faz.

Lendo a série Justiceiro, Bem-vindo de volta Frank! da Marvel Knights, percebi que hoje faz um ano de morte desse grande desenhista chamado Steve Dillon. Que juntamente com o escritor Garth Enis, produziram trabalhos maravilhosos como Hellblazer, Preacher, etc.

Particularmente, eu adorava seus traços. Perfeita simbiose entre o realismo e o cartum. Com certeza, uma das minhas grandes referencias.

Dillon pertencia a esta leva de quadrinistas ingleses que fizeram um boom no mercado norte-americano de HQs, juntamente com Neil Gaiman, Alan More e o próprio Garth Enis. Ainda nos anos 1980 e 1990.

Dillon morreu aos 54 anos em Nova Iorque. Sabe-se apenas que ele vinha sofrendo com problemas de saúde.

Deixo aqui registrado: Vendo a série Preacher é impossível desassociar os traços desse grande artista com a série. Confesso que não consegui acompanhar.


Mas falando sobre  Justiceiro – Marvel Knights – bem-vindo ao lar Frank, uma boa prévia para estreia do personagem encarnado na pele de Jon Bernthal (ator que interpretou Shane Walsh, o amigo “fura-olho” de Rick Grames interpretado por Andrew Lincoln em The Walking dead), esta HQ mais uma vez nos presenteia com a perfeita química do humor negro e britânico de Garth Enis com os traços bizarramente exagerados (no ótimo sentido da palavra) de Dillon. Vemos nesta série uma ótima referencia de personagens do mundo Marvel mencionados aqui com piadas espirituosas como se tais referencias habitassem, ainda que dentro de um contexto verossímil o universo.

Outro ponto interessante (além do habitual banho de sangue que chegam a escorrer das páginas), é um pequeno, porém inteligente texto de uma página que Enis escreve . Uma espécie de não-mea culpa ao discurso politicamente correto tão vigente e monitorado nos dias de hoje.








Estas edições encontram-se disponíveis para download na web.

Nesta imagem, texto escrito por Garth Enis.

Batman e Arlequina


É uma animação dirigida de forma competente por Sam Liu que já nos presenteou com: All-Star Superman, Planeta Hulk, Thor: Filho de Asgard, Liga da Justiça: Crise em Duas Terras, Superman/Batman: Inimigos Públicos, Hulk vs (Thor e Wolverine) entre outros.

Só pra constar, Bruce Timm participou do roteiro compartilhado com Jim Krieg. E falando em BT é justamente, o seu caracter design que nos conecta a série animada do Morcegão, dos anos 90.

Tornando a animação ainda mais nostálgica pra quem curtiu aquele desenho clássico, pois parece que foi feita com essa intenção.

Bom, ostentando o subtítulo de Pancadas e Risadas vemos essa animação centralizar na história da Arlequina.

Logo no início temos um desenho bem divertido que nos conecta a momentos engraçados (introduzindo-nos ao estilo cômico dele) .

Continuando, a personagem sempre foi muito popular desde que surgiu, no entanto pra mim parece que aumentou ainda mais quando foi interpretada de forma memorável por Margot Robbie (no Esquadrão Suicida).

Na trama, o Homem-Morcego quer impedir os planos nefastos de Hera Venenosa e Homem Florônico que se uniram pra acabar com a destruição que o meio ambiente vem sofrendo através do homem.

A intenção é utilizar a fórmula bio-restauradora do cientista Alec Holland que se transformou no herói Monstro do Pântano. Se conseguirem transformarão toda vida de nosso planeta em híbridos de animais e vegetais (fato que desencadearia a total extinção da humanidade).

Obviamente, o Morcegóide não quer de jeito algum a ajuda da Harley devido a sua instabilidade emocional, mas mesmo assim fica na sua companhia.

A parte interessante é que o herói age em parceria com o Asa Noturna, vulgo Dick Grayson primeiro ajudante de BW.

É impossível negar que Harley está exuberante demonstrando sensualidade em vários momentos do filme (não vou contar mais pra não estragar a surpesa de quem for assisitr).

Infelizmente, não há muito momentos de ação, no entanto quando surgem valem a pena de tão intensos (por mim haveria bem mais).

Batman e Arlequina demonstrou ser uma animação excelente com momentos hilariantes de tão divertidos. Confesso que há até um pouco de drama, porém não interfere muito no geral.

O único e maior problema é o seu desfecho que pra mim ficou bastante fraco e poderia ser melhor desenvolvido. Mesmo assim ainda vale a pena assisti-lo de tão hilário.


Espero que tenham gostado.

domingo, 17 de setembro de 2017

Superman: Terra Um


É uma das melhores histórias do Azulão que já li em muitos anos.

O roteiro é feito pelo renomado J. Michael Straczynski e mesmo que esteja abordando pontos exaustivamente conhecidos como Jonathan e Martha encontrarem a espaçonave, a herança kriptoniana e como funcionam seus poderes.

Coisas que até poderiam ter sido deixadas de lado, mas que juntando tudo funcionam numa dinâmica adequada.

Somente o aspecto de trazer novo fôlego a mitologia de Kal-El demonstrando o impacto de sua presença no mundo é o que a torna relevante.

Até a questão do sexo teve uma proposta boa, pena que o ato em si não chegou a acontecer (Clark é virgem, coitadinho!).

Bom, se por um lado o roteiro é praticamente impecável a única exceção é o desenhista Shane Davis, pois sua arte pra mim não convence. A história em si é tão contundente que seu trabalho não consegue acompanhar.

Mesmo sendo bem detalhada infelizmente ficou parecendo uma mistura de pintura com anime e o pior suas expressões faciais parecem forçadas (não consigo sentir naturalidade quando as vejo).

Foi somente nisso que a editora pecou, pois poderiam ter dado para alguém que conseguisse transmitir sentimentos que assimilássemos melhor.

Voltando, não é atoa que esta história teve alguns momentos abordados no filme Superman: O Homem de Aço (2013) tornando-a uma boa pedida para ser lida.

A invasão feita pelo alienígena Tyrell mudou o contexto que estava estabelecido há décadas que  existia somente Krypton naquele quadrante espacial. O fato da explosão do planeta ter sido uma tramóia orquestrada pela raça alienígena inimiga.

Deixou pra mim uma pergunta importante quem foi o benfeitor que deu a tecnologia para tal propósito e com qual finalidade? Porque o principal inimigo não foi mostrado? E pelo que eu pude entender o Azulão ainda corre um grande perigo.

Será que teriam o interesse de fazer uma outra continuação desta HQ? Pra ser sincero eu duvido muito (então pensando por este prisma foi o único furo do gibi).

O que chamou realmente minha atenção é terem mostrado a vida pessoal de Kal sendo abordada (tipo o que ele sente, pensa e como decide viver).

É triste notar que um ser imensamente poderoso se sente ao mesmo tempo tão sozinho no mundo. Algo como ele disse no desenho da Liga segurar o fardo de viver num mundo como se fosse feito de papelão (é um algo estranho e muito surpreendente).

Outro ponto positivo foi incluir as diversas versões anteriores do herói neste gibi. Podemos notar referências do período de John Byrne, pois Martha costura o uniforme dele, também temos um pouco de Smallville e até do Superman clássico da década de 40 na cena em que salva sua amiga Lisa Lasalle de apanhar no apartamento do ex-namorado.

Superman:Terra Um é um prato cheio pra quem gosta do herói, mas também tem uma história impressionante recontando a origem do mito. A parte boa que tudo é feito de uma forma bastante inusitada explorando certas coisas que nunca haviam sido pensadas antes.

É a melhor abordagem do kriptoniano feita pelo aspecto humano levantando questões que valem a pena serem mostradas, porém de uma maneira muito simples e bastante inteligente.

Espero que tenham gostado.


domingo, 16 de julho de 2017

Homem-Aranha: De Volta ao Lar



Quando a Marvel Studios recuperou os direitos sobre o Homem-Aranha, que estavam com a Sony Pictures desde o começo dos anos 2000, os “marvetes” enlouqueceram.

Enquanto a Marvel consolidava seu UCM envolvendo seus principais personagens, a Sony e seu Homem Aranha estavam num universo à parte. 

Onde esse universo criado pela Sony se encaixava?

Mesmo sozinho o Homem Aranha da Sony era bom, a famosa trilogia estrelada pelo Tobey Maguire rendeu dois filmes ótimos e um filme ruim, enquanto a segunda foi estrelada pelo Andrew Garfield e rendeu dois filmes medianos.

O balanço até o momento era positivo, os exigentes fãs da Marvel até receberam “bem” os filmes produzidos pela Sony sobre o Cabeça de Teia.

Porém, alguma coisa ainda estava faltando: ele precisava da companhia dos melhores.
Então quando a Marvel fez o anúncio, ninguém sabia o que estava por vir.

Mas o momento chegou, a Marvel Studios está fazendo história: Homem-Aranha: De Volta ao Lar marca o retorno do Cabeça de Teia pra Casa de Ideias. E também finalmente fazendo parte do seu UCM (há vários momentos no longa que demonstram isso).

 Claro que eu como milhares de fãs estávamos ansiosos pra ver tal acontecimento, tivemos uma palhinha em Capitão América 3 que deixou todo mundo empolgadíssimo.

 Assisti o filme, me diverti muito, gostei pra caramba, mas não consigo esquecer os filmes de 2002 e 2004. Estou errado? Obviamente afirmo que não, porque o grande lance desta versão com Tom Holland é que foi feita pensando nessa nova geração de adolescentes que há no mundo afora.

 Podemos notar que na sala de aula do Peter há uma diversidade muito grande. E a etnia de alguns personagens foram modificadas (estranhei, mas entendi que é preciso ser assim).

É uma nova versão para um público novo que precisa se identificar com aquilo que há na tela. Nesse quesito a Marvel Comics sempre se supera.

 Na trama, Adrian Toomes (Michael Keaton) estava trabalhando na limpeza depois da batalha dos Vingadores. O problema é que havia uma outra firma contratada por Tony Stark que atrapalhou seus planos.

 No entanto, Toomes conseguiu guardar artefatos alienígenas dos escombros e através disso criou armamentos utilizando tal tecnologia.

Sua armadura voadora foi criada com o propósito de roubar pra conseguir dinheiro e sobreviver sem chamar muita atenção dos heróis. Toomes é um vilão que até assusta em alguns momentos demonstrando quais são as suas motivações. 

Você faria diferente no lugar dele?

Enquanto isso, Peter estava contente por ter participado do combate no aeroporto. E ficou ansioso esperando surgir outra missão.

 A convivência na escola e sua vida com Tia May (Marisa Tomei) ficou em segundo plano por causa de sua euforia.

O problema surge quando tenta equilibrar tudo isso caçando o inimigo que surge o Abutre.

 Como já houve outras versões anteriores do herói não tivemos a necessidade de mostrar como surgiram seus poderes (algo que todo mundo já está cansado de saber).

 Cabe a Tony Stark e Happy Hogan (Jon Favreau, com atuação divertidíssima) fazerem as vezes de tutores de Peter. Então a figura paterna é dividida entre os dois. Tony Stark surge como um patamar a ser seguido, mas senti falta do lema e da figura paterna do Tio Ben partes importantes que definem bastante a personalidade do Parker.

 Homem-Aranha: De Volta ao Lar é engraçado com cenas de ação muito bem desenvolvidas, porém achei que foram poucas. Lembrei que no início temos o tema do desenho clássico dos anos 60.

 Afirmando que é um filme do Homem-Aranha e isso pra mim foi espetacular (que trocadilho sem graça).

 Tom Holland tem boa atuação e seu Peter Parker é um rapaz normal tendo que se virar como herói iniciante. O Homem-Aranha é um super-herói que ainda não sabe que é super, está no processo de moldagem, de criação.

 O aspecto mais empolgante na interpretação do Holland é a tagarelice do Parker (algo mostrado de forma excelente no desenho Ultimate Homem-Aranha).

 Também gostei demais do traje baseado no original com aquelas asas de teia embaixo do braço. O grande diferencial é a tecnologia Stark com inteligência artificial, drone que fica na insígnia, lançadores de teia com diversos tipos de disparos diferentes entre outras coisas.

 Só pra constar, há uma cena que aparece o sinal do Homem-Aranha que nos conecta aos gibi antigos. Temos também a música dos Ramones "Blitzkrieg bop" trazendo uma empolgação pro público.

 Definitivamente o Homem-Aranha está inserido no Universo Cinematográfico da Marvel, pois "De Volta ao Lar” se integra de forma natural a todo o emaranhado de histórias que formam o gigantesco universo criado pela Marvel Studios

E o Amigão da Vizinhança voltou para sua verdadeira casa pra fincar de vez sua presença no UCM.

Até o próximo texto.


domingo, 9 de julho de 2017

John Wick 2: Um Novo Dia para Matar



No final dos anos 90, Keanu Reeves alçou um patamar em sua carreira altíssimo por causa da triologia de Neo em Matrix.

A franquia é aclamada mundialmente pelos fãs, pois mistura de forma primorosa ação, ficção científica, cristianismo, filosofia entre vários outros conceitos.

Na verdade nem preciso lembrar que Matrix mudou drasticamente a forma como percebemos o mundo. Lançando a pergunta se vivemos num mundo real ou se sonhamos na Matrix?

Há vários momentos importantíssimos na trilogia que são de cair o queixo, mas os meus preferidos são: a luta de do Agente Smith contra o Sr. Anderson (pra mim foi muito impactante).

A outra é quando Neo voa sendo algo que lembra muito o Superman e que foi aproveitado um pouco no filme de 2013.

Matrix também é historicamente lembrado pelo Bullet-time (ou tempo-bala) que revolucionou os efeitos visuais quando foi lançado.

Bom, Reeves também participou do excelente O Advogado do Diabo (The Devil's Advocate) no qual interpeta Kevin Lomax, o advogado do título.

Sua, esposa, Mary Ann (Charlize Theron) sofre muito durante a maior parte da película.

Além da filmografia fantástica, roteiro brilhante e atuações convincentes. Quero destacar que Al Pacino realmente convence num atuação impecável de tão manipuladora.

Bom, Keanu tem outros filmes que valem a pena assistir tipo: Bill e Ted, Johnny Mnemonic, Drácula de Bram Stoker, Caçadores de Emoção e A Casa do Lago.

Confesso que detestei 47 Ronins e O Homem do Tai Chi, porque nem de longe sua atuação relembra seus melhores filmes.

Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa.

Joh Wick: De Volta ao Jogo foi lançado em 2014 e na história seu protagonista é um lendário ex-assassino que deixou essa vida de lado. Após encontrar uma mulher que realmente valia a pena.

Como nem tudo são flores, infelizmente Wick havia perdido Helen, sua esposa que estava com uma doença terminal.

Só que ela pensando na perda do marido havia deixado um cãozinho pra ajudá-lo no luto.

John passou a gostar do animal e sempre dirigia um lindo Mustang, mas uma gangue gostou do carro e como não decidiu vendê-lo decidiram rouba-lo.

Além de roubar seu carro ainda mataram seu animal de estimação e isso serviu como estopim pra que John Wick retornasse buscando vingança.

Nem preciso comentar que a trilha sonora ficou ótima, mas também há muitos tiros e pancadaria com cenas brutais.

O primeiro foi bem aceito, teve ótimas críticas e agora é a vez de John Wick 2: Um Novo Dia para Matar.

No filme anterior, Iosef Tarasov fez a besteira de roubar o Mustang de Wick e sofreu as consequências de brincar com o bicho-papão.

Neste longa John vai atrás do carro e acaba encontrando-o com Abram Tarasov (tio de Iosef). Logo de início já presenciamos muita adrenalina e ação do melhor estilo.

Após colocar seu possante pra reparos, Wick recebe a visita de Santino D'Antonio, um importante mafioso italiano que no passado lhe concedeu uma “Promissória”.

Foi por causa deste acordo feito num tipo de pacto de sangue que Wick recebeu permissão pra deixar sua antiga vida pra trás e casar com Helen. O italiano exige os serviços de Wick que prontamente o renega dizendo estar aposentado.

Como retaliação D'Antonio explode a casa de seu antigo protegido e Wick não tendo como se virar aceita a missão.

A parte boa é que vemos um filme de ação que não se leva lá muito a sério, principalmente por causa do policial que pergunta: “Você está trabalhando de novo John?”


Se um policial não se mete a besta com ele quem é maluco pra fazer tal asneira?

Só que nem tudo é tão fácil assim, pois aqui parece que temos um tipo de prequel explicando um pouco melhor como funciona essa “irmandade de assassinos” da qual John Wick pertence.

Winston (Ian McShane), é o proprietário do Continental Hotel, em Nova York. Ele age como conselheiro do protagonista.

Podemos notar que ao redor do mundo há um hotel no qual os assassinos se hospedam pra descansar e também conseguir tudo que lhe for necessário em sua missão.

Confesso que é impossível não gostar de John Wick, pois é um anti-herói que se ferra durante todo momento que age. Um detalhe importante pra prestar atenção está na coreografia das lutas que ficaram ainda melhores do que no filme anterior.

Afirmo que Wick é um assassino perfeito e aqui ficamos sabendo, porque o tratam como bicho-pão. Algo que nos conecta ao bordão do Wolverine: “Eu sou o melhor no que eu faço”.

Espero que tenham gostado.





domingo, 25 de junho de 2017

Novos Titãs: O Contrato de Judas




A edição é muito importante pra mim tanto que já fiz um comentário dela.

Então vou escrever apenas sobre a impressão que tive ao ver a animação.

Novos Titãs:O Contrato de Judas começa cinco anos atrás mostrando uma equipe formada por: Robin (Dick Grayson), Ravena, Abelha, Ricardito, Kid Flash e Mutano durante um patrulhamento.

Eles acabam encontrando Estelar que estava sendo perseguida pela Estela Negra e após ajuda-la oferecem asilo em nosso planeta. Essa parte segue um pouco os originais dos gibis com algumas diferenças mínimas.

Primeiro essa não é a formação dos gibis que auxiliaram Kori, pois na época tínhamos: Robin, Ravena, Moça-Maravilha, Kid Flash, Ciborgue e Mutano.

Outra coisa que achei muito estranha foi a inclusão da Donna Troy somente no final da aventura. Algo que indica que possamos ter outra animação mostrando sua participação no grupo.

Voltando, após cinco anos vemos uma outra formação da equipe (a mesma que havia na Liga da Justiça versus Jovens Titãs).

O principal inimigo é o Irmão Sangue que recebe ajuda do Exterminador (Slade Wilson) que havia morrido na animação citada acima e retornou atravésde um Poço de Lázaro.

Mais quem o ajudou a retornar do além não é explicado e isso ficou bem estranho pra mim.

Slade recebe auxílio de Tana Markov que possui o poder de manipular a terra. A menina age infiltrada na equipe (assim como aconteceu no gibi).

A grande diferença é que há um sentimentalismo por parte dela, pois foi tratada como uma integrante da família que os Titãs formam (esse é o grande trunfo da equipe pra mim).

Fora isso vemos uma ótima adaptação posso afirmar quase fiel da versão dos quadrinhos. Quero afirmar que gosto muito do gibi e já vinha esperando uma adaptação há muito tempo, mas não gostei dessa versão.

Primeiro que sou um fã fiel da obra original e segundo que não senti empatia nenhuma do que vi.
Há alguns momentos interessantes como a participação de Kevin Smith, há ótimas cenas de ação, a psicologia atormentada da Terra e a preocupação de tornar a animação o mais atual tecnologicamente.

Ouso comentar que pra quem não bebeu direto da fonte como eu fiz “talvez” essa animação agrade. Pra mim não foi marcante e nem épica (apenas um produto razoável aproveitando algo importante).
Fico por aqui.





domingo, 7 de maio de 2017

História da Cultura pré-partilha. JC Anjos.


Rabiscos das Ilusões Perdidas.



Foram quase 15 anos de minha vida estando eu em um trabalho totalmente inútil que nada acrescentava àquilo que eu realmente queria fazer: Desenhar, compor, fazer qualquer coisa ligada à arte. Mas em um país em que, quem nasce na classe operária é tido por vagabundo por seus pares e é, até certo ponto, derrubado escada abaixo pelos que detém a comodidade econômica e cultural do topo de suas belíssimas torres de marfim (e porque não ouro?), até que eu consegui extrair algo de útil de minha vida inútil até aquele momento.
Eram também tempos em que eu andava desacreditado de minhas potencialidades pessoais e artísticas. Havia deixado de desenhar no fim da minha adolescência, fechei-me em auto preconceitos e fui minando minha paixão pela musica.
Décadas depois estou aqui apresentando estes trabalhos. Depois de infinitas reviravoltas em minha finita existência. Lembra-se do que disse acima: “até que eu consegui extrair algo de útil de minha vida inútil até aquele momento.”? O resultado são estes rabiscos da época em que eu trabalhava como Office boy/auxiliar jurídico de uma empresa de transportes coletivo que nem ouso dizer o nome aqui para não dar ibope.
Estes rabiscos, os que sobreviveram pelo menos (e por incrível que pareça, despareceram justamente as charges em que eu caricaturava alguns colegas de trabalhos por serem estes mesmos caricatos), são coisas que eu fazia na minha mesa durante uma pausa e outra. São sentimentos, pensamentos e promessas não cumpridas e ainda de quebra, um sarro com o pessoal.
A ultima frase deste caderno diz muito sobre mim hoje: não sobrou muita coisa daquele jovem que desenhava mais por necessidade do que qualquer outra coisa. Como Marques de Sade que teve de escrever na prisão com seu próprio sangue como tinta e as paredes como suporte para suas palavras. Um necessidade patológica.
O que sou hoje? Não sei bem e não saber é um alivio...
JC ANJOS,
Rio de Janeiro, 15 de abril de 2017.