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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Morte Cômica

Você, leitor, que vai se permitir a ler este texto, deve começar desde já a separar o sentido da palavra “ Comics” do que vai ser abordado aqui. Ao linkar na palavra em destaque digo que este sentido não funciona mais nas editoras como DC & Marvel. Portanto, tratarei aqui de outros termos como puro e simplesmente HQs por exemplo. Caso dos nossos temas. Mas mesmo se for o caso, HQs como Luluzinha, Turma da Mônica ou até mesmo os quadrinhos mais underground que abordam temas mais engraçados, aqui são tratos com certa seriedade. Não que os quadrinhos devam ser levados a sério o suficiente para serem aceitos por algum clube massificador de capital cultural (como na verdade já é se tratando de grandes empresas editorias incluindo aquelas cujos personagens abordados aqui), mas também, não é o nosso caso levar tal Arte como arte kitsch. Efêmera.

Em outras palavras, as HQs no meu entender não estão ligadas estritamente ao “cômico” no sentido de engraçado e também não somente no sentido do mero entretenimento embora boa parte da industria dos quadrinhos trabalham com objetivo capitalista. Mas creio que o principal objetivo aqui é trabalhar personagens tão interessantes com o mesmo olhar que enxerga-se os mitos clássicos, ou seja, com infinidade de possibilidades para que se possa entender o mundo contemporâneo. Tentar entender a chave que são esses mitos em nosso comportamento. Como, por exemplo, no artigo Não Atirem no Coringa da jornalista Eliane Brum que vai tratar justamente desta psicopatia social que supostamente devido ao apelo midiático faz com que os mitos exerçam influência em nossas ações.


Mas, ainda assim temos um público destinado as HQs “Comics” da Walt Disney, que via de regra, se encaixa aos personagens do cartunista (outra palavrinha passível de discussões, mas acho que aqui se aproxima um pouco mais do Comics) Mauricio de Sousa (Turma da Mônica). De qualquer forma são classificações difíceis e quase impossíveis de julgar e generalizar. 

Bom até lá vou tratar de chamar o belíssimo mundo das Artes gráficas (que aqui já é outro equívoco), Artes seqüências (um bom ponto de saída para pesquisa), etc; de simplesmente HQs.  Enquanto isso aja discussão. 





terça-feira, 14 de agosto de 2012

Poema para Galactus



Gostas de tragar planetas inteiros
És impuro, cruel e carniceiro
Para saciar sua fome singular
Civilizações inteiras precisam findar
Os teus olhos, a arder, lembram rubis
Que intimidam o próprio mal em seus confins
És um monstro? ou "força da natureza"?
Me digas Galactus com franqueza
Tu não sentes pudor? a piedade não te invade?
Nem Reed Richards teve êxito em te mostrar a verdade
Os pedidos de clemência de tantos
Nunca, jamais te fez recuar com espanto
A "mãe de todos" te pariu?
Ou o mal encarnado te cuspiu?
Donde vem criatura? De que dimensões infernais?
Porque essa sede para arrebatar as almas dos mortais?

Ò devorador Galactus, ò criatura sem par...




Arquitetado por Alex Sandro Franco