segunda-feira, 27 de maio de 2013

De Zod para Kal-El

Henry Cavill parece estar à vontade interpretando essa nova versão de Super Homem em O Homem de Aço . Mas, assistindo ao novo trailer do longa intitulado de O Destino do Seu Planeta, outro ator "rouba" para si nossa atenção. Ele é Michael Shannon e ele atua como General Zod. Shannon arrepia no novo trailer, e traz uma versão repaginada, contundente e vigorosa do vilão kriptoniano e terá oportunidade de ficar imortalizado na galeria de atuações brillhantes como ficou Ledger como Coringa.
O novo vídeo se afasta do sentimentalismo presente nos trailers anteriores e eleva a tensão. Imponente e em tom ameaçador, Zod coloca o destino da Terra nas mãos de seus habitantes.
Eis o discurso de Zod presente no trailer:
Vocês não estão sozinhos.
Meu nome é General Zod.
Eu cruzei um oceano de estrelas para chegar aqui.
Seu mundo abrigou um de meus cidadãos.
Ele parece com um de vocês.
Mas ele não é um de vocês.
Para aqueles que conhecem o seu paradeiro.
O destino do planeta está em suas mãos.
Para Kal-El, eu digo isso...
Renda-se em 24 horas...
...Ou veja esse mundo sofrer as consequências.


Alex Sandro Franco








Estigmatizados



O novo filme do Wolverine me lembrou um fato interessante os atores que alcançam sucesso ao interpretarem super-heróis ficando icônicos por conta de suas representações.

Interpretar um super-herói num filme é algo que levanta (ou derruba) a carreira de um ator, mas infelizmente após isso alguns ficam marcados. E suas carreiras artísticas não conseguem desempenhar o sucesso almejado.

Só em pouquíssimos casos isto não influencia em nada. Talvez a situação mais importante e marcante quanto a isso foi o caso de George Reeve, o Superman da série televisiva dos anos 50 que infelizmente viu sua carreira naufragar após ter envergado o manto azul e a capa vermelha.  Dizem a lendas que as pessoas riam de sua aparição ao se recordarem que havia feito o kriptoniano. E seu final trágico até hoje carece de uma explicação razoavelmente plausível.

Outro Superman marcante e este eu não poderia deixar de falar foi Christopher Reeve que sofreu um acidente quando praticava equitação e ficou paralítico. Sua presença como Superman é tão envolvente quanto sincera, pois é impossível não acreditar que ele é o Homem de Aço. Chris demonstrou ser um herói da vida real quando lutou pela utilização das células tronco para recuperar pacientes que estavam na mesma situação que ele. 

Desde que Bryan Singer dirigiu o primeiro X-Men, temos Hugh Jackman como a encarnação perfeita do mito Wolverine. São mais de dez anos dedicados á um só personagem e minha pergunta é até quando?

Sim, por mais que eu goste de vê-lo no papel todos nós sabemos que Logan é praticamente um imortal ( assim como todo personagem de HQ). O caso é que Jackman em algum momento  vai ter que dizer não posso mais, pois a idade tá chegando.

Infelizmente temos que pensar desta forma. Olhem quantos Supermen, Batmen e James Bond já tivemos na telona? São casos claros demonstrando a intenção que o personagem fica e ator sai.

Continuando David Duchovny ficou mundialmente conhecido  quando interpretou O Estranho Mulder da série paranormal Arquivo X. A série contava as aventuras de Mulder ao lado da Agente Scully interpretada pela linda Gilian Anderson aonde fatos fora do comum eram investigados.

A tônica entre a veracidade do ocorrido presenciada por Mulder contra o ceticismo científico de Scully tornou Arquivo X um dos maiores sucessos de sua época. E então de repente Duchovny num acesso de estrelismo quando a série estava no auge largou-a para tentar brilhar em outras paragens.

Sofrendo com um grande balde de água fria atuando no ridículo Evolução, mas voltando ao ápice na ótima série Californication (que infelizmente assisti poucas vezes).

Outro que ficou marcado foi Ben Affleck que ganhou o Oscar pelo filme Argo, mas amargou pesadas críticas em Demolidor. Na história tivemos condensados 40 anos da existência do Homem Sem Medo  mostradas de uma tacada só. O fato de ter dois vilões (o Mercenário e o Rei do Crime) juntando a morte da heroína Elektra resultou num fiasco enorme.

Estive revendo o longa há pouco tempo atrás e analisando friamente não é ruim, pois os efeitos especiais são bons, a caracterização dos personagens estava ótima, o filme é leve e repleto de ação nos momentos certos,  mas o grande problema é que quiseram mostrar coisas demais num só filme. E isto infelizmente estragou tudo.

Bom, houve boatos na web que Affleck iria dirigir o futuro longa da LJA graças á Deus que isso não aconteceu, porque a DC precisa encontrar um diretor que seja além de visionário um fã dos personagens para transpô-los da melhor maneira possível pra telona.

A franquia do Cabeça de Teia com Sam Raimi deu certo por conta disso mesmo com aquelas horríveis teias orgânicas. E  do meu ponto de vista é preciso planejar bastante para que não lancem somente por que Os Vingadores fez sucesso de crítica e principalmente de bilheteria.

Voltando, e agora temos Robert Downey Jr. num raríssimo caso de vida imitando a arte, pois enquanto Downey Jr. salvou o Gladiador Dourado, Tony Stark salvou Downey Jr.

 A  verdade é que Tony Stark não era um herói conhecido do grande público até o ator interpretá-lo e transformar o Homem de Ferro em ícone pop. É chover no molhado dizer isso?  Sim, porém foi  assim que aconteceu não há como se enganar.

Podemos notar pelas ruas mais pessoas usando a camisa do Vingador Dourado fato que era raríssimo tempos atrás. E agora teremos a pergunta até quando o ator irá interpretar o latinha?


A idade está chegando e não é qualquer ator que consegue ou quer manter o ritmo desenfreado de estar num filme de ação. Será que o  Tony Stark de Downey Jr. ficará marcado pra sempre  como o James Bond de Sean Connery?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Perigo da Nostalgia




Nós que gostamos de animes, desenhos e gibis sempre falamos que na nossa época tudo era melhor ou que havia algum desenho específico da nossa infância que era bom até dizer chega.
Mais quando temos a oportunidade de revê-lo cai um balde de água fria em nossa cabeça. Tipo cadê aquilo tudo que eu via antigamente? Ser criança tem dessas coisas é igual Backiardigans assim que comecei a colocar pro meu filho assistir eu odiava toda aquela cantoria, danças e colorido.

Mais depois de acompanha-lo diversas vezes passei a gostar dos personagens, porque Backyardigans mistura em suas danças os mais variados estilos musicais como: salsa, merengue, mariachi, jazz, rock anos 60 e até a música indiana.

 E isto me surpreendeu porque demonstra o universo infantil de maneira clara Pablo e cia vão para todos os lugares maravilhosos seja no fundo do mar, no centro da Terra, no espaço longínquo, vivendo como cowboys, enfrentando alienígenas ou virando super-heróis.

Estas inúmeras situações acontecem apenas no quintal de suas casas, pois viajam sem sair de lá. É justamente na imaginação um lugar tão fértil na mente de uma criança que cabe o universo inteiro e muitas outras coisas que nós não imaginamos.

O problema é que nós adultos (pelo menos a grande maioria) já esquecemos que fomos crianças e isto em alguns casos gera algum tipo de conflito. Criança é tudo aquilo que nós fomos e adultos é tudo que ela poderão se tornar. É um ciclo inquebrável e não é á toa que Peter Pan não deseja crescer.

Bom, aqui vai um exemplo meu amigo JC Anjos me emprestou há algum tempo atrás O Pirata do Espaço que foi um grande sucesso quando esteve no ar quando éramos mais jovens. Na animação o cientista  Professor Yan foi obrigado a construir uma nave de combate superior á qualquer outra para o Imperador Geldon.  O Professor foge ao concluir a nave levando consigo sua filha Rita, mas é atingido por um tiro e manda a moça fugir sozinha.

Rita estava ferida á bordo do Pirata e a nave vindo em direção ao nosso planeta cai perto da Base Akane. Logo á moça é salva pela turma do  Professor Tobishima e seu protegido o intrépido piloto Joe Kasaka.

 Quando Rita começa a se recuperar conta a história de tudo que aconteceu só que o Imperador quer  o Pirata de volta pra poder conquistar nosso planeta e envia vários robôs-bombas para concretizar tal intento.
Joe vira piloto da nave ao lado de Rita para defenderem a Terra. Isto é o Japão, pois como estamos cansados de saber tudo quanto é monstro ou vilão desce na Terra do Sol Nascente para tentar conquistar o mundo, não sei porque?

Eu adorava quando o Professor Tobishima dizia: “Joe! Rita! Preparar o Pirata do Espaço” e então a rampa subia de baixo d’água com uma música de fundo para a nave decolar. E então vim pra casa super feliz com o DVD nas mãos e coloquei pra assistir e reencontrar uma parte emocionante do meu passado.

Quando comecei a rever achei o anime arrastado e a sequência de transformação de nave para robô (que eu adorava demais) me encheu a paciência ao notar que as naves inimigas ficavam “esperando” aquilo tudo pra poderem atacar e ser derrotados que decepção.

Vou ser extremamente sincero não deixei de gostar do Pirata do Espaço faz parte da minha vida. No entanto aprendi que há certas coisas que é melhor deixarmos no passado para assim poder preservar melhor nossa memória.

Outro fato que despertou a minha atenção foi a volta do palhaço Bozo (“alô criançada o Bozo chegou trazendo alegria pra você e vovô...”). Inicialmente aos sábados um novo artista assumiu a cabeleira vermelha e os sapatos longos do antigo mito dos anos 80.

De repente no Bom Dia & Cia o Yuddi que comandava o programa infantil ao lado da Priscilla simplesmente deu puff e sumiu. Eu não sei se retiraram ou despediram ou substituíram o rapaz na maior cara de pau mesmo, porque logo o palhaço ressurgiu como uma fênix das cinzas do passado.

Lembro que meus amigos e eu comentávamos que havia 3 atores que interpretavam o palhaço e que um deles até morreu (agora não sei se isto é verdade ou mito).

O fato é que para muitos iguais a mim ver o programa do Bozo era poder sentar á frente da TV  curtindo Spectreman e Ultraman dois dos maiores heróis nipônicos já criados e extremamente cultuados por aqui e no mundo todo.

O Bozo apresentava-se ao lado de seu fiel ajudante o garoto Juca e teve uma animação sua que eu adorava muito na época. E hoje revendo-a notei é que muito ruim e chata ao extremo.  Como é que eu pude ter gostado de um desenho daquele? Criança se engana á toa podemos realmente constatar isto.

 Desta vez não vi o palhaço com ar de nostalgia mais de comparação e senti a  diferença, porque o programa não me empolgou em nada.

Acho que na verdade nem deveria, pois é feito para crianças mais achei e ainda acho este novo Bozo fraco pra caramba, pois soa falso e forçado não é “natural” como antigamente. Porque será que me sinto no direito de julgar? Não sei e não entendo apenas estou desabafando.

Eu adorava ver o momento que o Bozo perguntava: “Papai Papudo que horas são?” no que ele respondia: “são 5 e 60 falta um minuto pra daqui a pouco”. Eu gostava até do rabugento do Salsifufu vivido pelo saudoso Pedro de Lara e ainda tinha a Vovó Mafalda do também falecido Valentino Guzzo.

 O carisma dos atores anteriores era enorme são momentos que marcaram toda uma geração de crianças que hoje são pais e mães.

É como eu disse no início do texto a nostalgia é um perigo e precisamos tomar cuidado com ela. Eu sou um nostálgico incorrigível, pois não tenho mais jeito.

Sigo meu caminho corajosamente vivendo e convivendo com minhas lembranças sendo retiradas lá do fundo do baú. E me surpreendendo ao encontrar com elas.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Polêmica: réplica para um amigo

Caro amigo Anderson.
A intenção desse texto não é criar conflito. Minha opinião não é melhor que a sua. Me permita discordar e não se sinta ofendido. Não pense que eu e JC Anjos estamos conspirando contra suas ideias.
Caro amigo Anderson.
Quando te perguntei: "Porque Alan Scott não pode ser gay?"
Você respondeu: "Qual foi o momento no texto em que eu disse que Alan Scott não pode ser homossexual? Você se equivocou quanto a isso, pois eu fui bem enfático em dizer que estava abordando a polêmica como a DC conduziu o fato. Será que não deu pra enxergar isto no texto?"
Caro amigo Anderson, quando você escreve um texto e publica na web a exposição é inevitável. Eu sou seu amigo, mas antes de tudo sou leitor. E é o leitor que dá vida aos textos. O que seria dos textos sem os leitores?
O leitor nunca está equivocado. O leitor interpreta o texto da maneira como ele quer.
Vou usar um bordão: "O cliente sempre tem razão". E o leitor dos nossos textos são nossos clientes. Ou estou "equivocado"?
O indicado seria uma reflexão: "O que levou Alex a me perguntar isso?" 
"Eu deixei isso transparecer no texto?" 
Não diga que estou equivocado, ou que não enxerguei o texto. Cabe ao escritor o trabalho de criar textos claros. Assim, a leitura será fluida e sem dificuldade de entendimento.
Caro amigo Anderson, não tenha medo de ser um conservador.
Não tenha receio de opinar sobre Alan Scott.
Leia suas palavras: "Do meu ponto de vista o problema não foi ter mudado sua opção sexual, por que pra mim tanto fez ou tanto faz. O que me chateou foi não terem respeitado a longa trajetória do herói nos gibis."
Você diz que tanto fez ou tanto faz, mas depois diz que ficou chateado. Afinal qual é sua posição?
Você acredita realmente que transmitiu clareza?
Outro fato que te questiono: Porque Perry White não pode ser negro? O Rei do Crime foi. Eu confesso que discordei na época. Alías, todos discordaram. Mas se o filme do Demolidor tivesse sido bom, ninguém iria reclamar dessa mudança, ou seja, iríamos aceitar. O filme foi ruim, e sabemos que a razão ou as razões do insucesso são outras.
Atualmente, para mim, o mito é que interessa.
O que o Superman representa é muito maior do que um Perry White negro. 
Se o novo filme do Homem de Aço me deixar extasiado como Os Vingadores deixou, podem até transformar a Lois Lane em nigeriana.
Não importa quem vai interpretar tais personagens 
O mito Superman está além disso. O próprio Superman pode ser negro, asíatico, índio...para mim, leia bem Anderson, para mim, não importa mais. 
Não quero dizer com isso que sua opinião está equivocada. Não leve para o pessoal.
O mito, a essência do que Superman significa, essa não deve ser alterada. Mas a cor de pele, a raça ou nacionalidade não importa. 
Caro amigo Anderson, não fique chateado comigo nem com JC Anjos.
Apreciamos a discussão. Isso é saudável. Não temos intenção de desrespeitar seus escritos.

Alex Sandro Franco



sexta-feira, 26 de abril de 2013

Robert Downey Jr: Não é o Homem de Ferro!

Dia 26 de Abril : Homem de Ferro 3 estreiará oficialmente nos cinemas brasileiros.
O filme "carrega" uma grandiosa responsabilidade. E o nome dessa responsabilidade chama-se Os Vingadores.
Sucesso de bilheteria e crítica, o filme ainda pulsa em nossas melhores recordações.
Homem de Ferro 3 é o filme pós Os Vingadores. A Marvel terá obrigação de manter o excelente nível.
Homem de Ferro 3 será sucesso de bilheteria e crítica? Se será sucesso de crítica não sei. Mas, bilheteria será com certeza! Por causa de Os Vingadores? pode ser...
Porém, vou além disso, para mim, o sucesso de Homem de Ferro 3 tem um único responsável: Robert John Downey Jr.
Ele é o astro rei da Marvel. Ao contratar Robert Downey Jr para atuar como Tony Stark/Homem de Ferro será que a Marvel imaginava que ele iria transformar a franquia em algo absurdamente rentável?
Robert revitalizou o Homem de Ferro e colocou o herói num ótimo patamar dentro da Marvel. Hoje, o Homem de Ferro rivaliza em popularidade com - não necessariamente nessa ordem - Wolverine, Homem Aranha, e Os X-Men.
Fazendo uma comparação. Não sei se será boa, mas farei.
Os filmes do Batman que foram dirigidos por Nolan são e sempre serão elogiados por terem apresentando uma atmosfera sombria e densa do universo de Batman. A franquia ganhou nova dimensão pois houve trabalho respeitoso e sério da Warner com o Cavaleiro das Trevas.
Christian Bale é responsável pela revitalização de Batman? Não!
Na recente trilogia do Batman, o grande "astro" foi o diretor, ou seja, Christian Bale foi "coadjuvante" de luxo. Resumindo: os filmes dariam certo independente de Bale estar presente.
E porque?
Simples: Christian Bale não possui o carisma de Robert Downey Jr.
Em Homem de Ferro 1 e 2 a direção foi importante para o sucesso? Sim, foram!
Não estou dizendo que a direção foi mediana ou ruim, mas sabemos que Robert levou os dois filmes "nas costas".
Temos quase certeza( quase...) de que sem ele, a franquia não teria o mesmo êxito. Não seria uma franquia ruim. Mas seria o que é hoje?
Alguém consegue imaginar Tony Stark sendo representado por outro ator?
Robert Downey Jr é muito mais do que um ator atuando como Tony Stark/Homem de Ferro.
Robert Downey Jr transformou Tony Stark em ícone pop. Alguém duvida disso?
Robert D. Jr deu ao personagem carisma, humor, acidez, ironia, charme e o principal: vida.
Fazendo-nos acreditar que Tony Stark realmente vive. Quando olhamos Robert Downey Jr vemos Anthony Edward Stark.
Diante dessa genialidade de Tony...ops! Robert Downey Jr o reconhecimento de seu talento veio num cheque assinado pela Marvel: 50 milhões de Doláres.
É isso mesmo: para atuar em Os Vingadores, Robert embolsou essa quantia.
Robert Downey Jr não é o Homem de Ferro!
Robert Downey Jr é o Homem de Ouro da Marvel!
Que venha o 4º filme...

Alex Sandro Franco dos Santos


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Polêmica



A recente mudança no status quo do Lanterna Verde original Alan Scott gerou um alarde que mobilizou não apenas a internet, mas a mídia falada também (TV). Divulgaram que era Hal Jordan o herói modificado mais depois tiveram que acertar o que haviam comentado. Sem falar que diversos fãs de HQs ao redor do mundo demonstraram sua indignação perante o ocorrido.

Do meu ponto de vista o problema não foi ter mudado sua opção sexual, por que pra mim tanto fez ou tanto faz. O que me chateou foi não terem respeitado a longa trajetória do herói nos gibis.

A DC  pegou um herói não muito importante do seu panteão e resolveu muda-lo. Bom, já fizeram isso dezenas de vezes, porém desta repercutiu de uma maneira nunca vista antes.

Heróis assumidos existem vários, mas acho que a editora quis apenas aparecer em sua extrema e acirrada concorrência com a Casa de Ideias. Outra coisa bastante criticada é a mudança de personagens brancos tornarem-se negros. Vou pelo mesmo lado pra quê?

O mais recente foi Perry White que em Superman: O Homem de Aço será interpretado pelo excelente ator Laurence Fishburne. Poderiam colocar o repórter Ron Troupe seria bem melhor, pois é um personagem que ganhou certa relevância nos gibis do kriptoninano.

Lembrando também que na época do filme do Demolidor o vilão Rei do Crime foi vivido pelo saudoso ator Michael Clark Duncan que recebeu duras críticas por conta disso, mas sua atuação foi ótima e impecável.  A verdade é que ambas as editora querem incluir as minorias em suas revistas, pois é um público que compra e gosta dos personagens.


Quando Hal Jordan soube que John Stewart seria convocado para ser seu substituto ele não gostou da ideia. Demonstrando um preconceito para o fato, mas John ao longo destes mais de 40 anos de existência é um dos melhores LV da Tropa.

No selo Milestone da DC surgiram dois heróis um foi o Ícon que atualmente está no limbo e o segundo é o Super Shock que teve uma animação  somente sua para brilhar. Na mesma editora após os eventos dos Novos 52 o Multiverso voltou e nele há uma Terra aonde Calvin Ellis um Superman negro a defende eu adorei a história é claro.

A Marvel criou o Pantera o regente do reino de Wakanda um país fictício na África que detém a tecnologia mais avançada do mundo inteiro. Sua inteligência rivaliza com Tony Stark e Bruce Banner.  A ideia do Homem-Aranha Ultimate Miles Morales mostrou que a editora está atenta ao mundo de hoje.

Ainda temos Apolo e Meia Noite do grupo de super-heróis extremista Stormwatch eles são cópias deslavadas de Superman e Batman e formam um casal assumido. A DC também teve um herói homossexual o Extraño na minissérie Milênio que também foi jogado no limbo.

Historicamente tanto a Marvel quanto a DC criaram heróis caucasianos, porque antigamente a maior parte do poder aquisitivo era deles, mas o mundo mudou e estamos em pleno séc. XXI e eu gosto de ver que há personagens que refletem realmente a realidade e não uma parcela escolhida dela.

A inclusão de personagens negros ou homossexuais (heróis ou não) mostra que o pensamento das editoras mudou e estão querendo se adaptar pro que existe em nosso mundo. Do meu ponto de vista o fato de mudar somente pra fazer escândalo ou estardalhaço é querer brincar com a cara do leitor e já estava mais do que na hora de haver mudanças concretas sobre isto.

Os fãs em geral detestam mudanças drásticas em seu personagens preferidos. Mais sabemos que tudo pode mudar novamente. O cenário das HQs é feito assim há décadas e se prestarmos atenção “todos” os heróis evoluíram desde que apareceram.

Sejam surgidos em 1938 ou 1960 ou 1990 eles não são iguais totalmente. Até nós mesmos ao longo de nossas vidas sofremos transformações em nossa essência crescendo e aprimorando conhecimento.

Eu particularmente gostaria que “criassem” heróis negros ou homossexuais, pois seria uma forma real de mostrarem que querem agradar seu público e não mudanças polêmicas para chamarem os holofotes da mídia num dado momento.

Aproveitando o tema leiam esta matéria publicada no blog GdQ é excelente e elucida de maneira simples uma questão complicada, mas que não deveria ser vista desta forma.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Sorriso do Coringa




Tão interessante quanto o Cruzado de Capa são os vilões que o rodeiam. Sua galeria é recheada de todos os tipos de sociopatas, loucos, maníacos e psicopatas.
Inúmeras vezes já vi escrito que os vilões de Gotham são apenas um reflexo distorcido do Morcego.  A presença deles é devido ao fato do surgimento do Morcego. Será que um homem que sai a noite vestido de morcego é tão anormal quanto os vilões que combate?
O Coringa é um dos vilões mais cruéis do universo do Morcegão do qual devemos esperar o inesperado e isso é simplesmente assustador  e três atores tiveram a chance de interpretá-lo Cesar Romero, Jack Nicholson e Heath Ledger. Cada um á sua maneira demonstrou como seria a existência do Palhaço do Crime.
Cesar Romero foi o primeiro seu Coringa mais parecia um palhaço que um terrível bandido psicopata  e seu bigode aparecia por sobre a pintura branca. Sua versão é marcada por piadas sem graça e uma leve loucura aparente.
Na franquia de Timm Burton quem brilhou foi Jack Nicholson que roubou todos os holofotes com sua impagável atuação tresloucada ficando memorável e que acabou ofuscando o ator principal Michael Keaton.

Agora com Heath Ledger o patamar foi mais alto, pois sua construção dinâmica e bem estruturada de um pensamento anárquico e livre conquistou milhares de fãs. Não é muito raro um vilão ter tantos simpatizantes assim mesmo um tão cruel quanto o Sr. C.

Mais a interpretação de Ledger para o Palhaço do Crime é tão impressionante quanto impactante. Seu personagem vai de encontro direto com nossos maiores temores. 

O Coringa sempre assusta com  demonstrações frias de como sua mente é distorcida, mas nós ficamos maravilhados em ver como Heath Ledger demonstrou essa personificação do caos e do terror. A perda trágica do ator marcou ainda mais sua atuação numa franquia que se consolidou pela verossimilhança  com a realidade.
Quando o Coringa de Ledger conta como surgiu seu eterno sorriso desfigurado há uma versão diferente e pior para cada uma delas e isto é assustador.
Um fato inigualável está na HQ Cacofonia aonde Batman e Coringa têm uma conversa muito sincera e aberta sobre o seu antagonismo. Bruce estava tão vulnerável que o Coringa "descobriu" que aconteceu um trauma em sua infância para tornar-se quem é
 E o principal que ambos futuramente ainda teriam uma luta da qual sobraria apenas um. Cacofonia é surpreendente e instigante deixando-nos com uma pulga atrás da orelha de como se dará tal embate.
Eu me pergunto porque será que um vilão teve um apelo tão grande diante do público será por causa da atuação e morte de Ledger ou porquê o Coringa é muito popular?

Logo veremos uma nova adaptação do Morcegão e será que farão mais uma versão do Palhaço do Crime? Eu já acho que deveriam procurar outro vilão, pois o Cara de Barro seria uma opção ainda mais com sua capacidade de mudar de forma. Mesmo que não seja este vilão poderiam pensar num outro, pois o Coringa já está batido e Ledger ficou insuperável.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O HOMEM DE AÇO

Estou arrepiado!
Assisti ao trailer 2 de "Superman: O Homem de Aço" e estou muito mais otimista do que antes.
A trilha sonora do trailer está arrepiante! Uma música intimista e que nos remete a algo glorioso, imponente e divinal, ou seja, nos remete a SUPERMAN.
Um reboot...não...reboot não! Se temos equivalente no nosso idioma porque usar "reboot"?. Daqui em diante escreverei "reinício". Não é o mesmo significado?
Pelo que entendi, o filme abordará a infância, juventude e a transição para a fase adulta de Clark. Suas descobertas. Suas indagações. Suas dúvidas serão pauta do filme que estreia em 2013.
O trailer 2 está maravilhoso. Numa postagem anterior, eu tinha dito que Superman perderia "terreno" com as estreias de Homem de Ferro 3 e Thor 2. O ano de 2013 seria complicado para a DC, pois a Marvel já se estabeleceu no mercado cinematográfico.
No entanto, ao assistir esse segundo trailer começo a mudar de ideia. "Começo"...ainda não mudei! Mas não tem como deixar de admitir que o filme parece estar excelente. E terá tudo para obter sucesso de crítica e público em 2013. 
Deverá ser uma nova franquia de extremo sucesso.
E que os executivos da DC parem de "implicar" com os filmes da Marvel e que busquem seus caminhos como a concorrente fez.
Nos fãs queremos É ASSISTIR nossos heróis de infância no cinema. Pois a maioria de fãs não é Marvete nem Decenauta. É APENAS FÃ! 
Que venham adaptações de qualidade tanto da Marvel, tanto quanto da DC.
Assim esperamos.

   

Algumas frases que me emocionaram quando assisti o trailer:

"O mundo é muito grande mamãe."
"Então faça-o pequeno." Diz Martha.

"Temos que manter estes seus poderes em segredo." Diz Jonathan
" O que eu deveria ter feito. Deixá-los morrer?" pergunta Clark
"Talvez"." Responde o pai.

"Precisa decidir que tipo de homem será quando crescer Clark. Qualquer que seja sua escolha. Vai mudar o mundo."

"Meu pai acreditava que se o mundo descobrisse quem eu era. Me rejeitaria. Ele estava convencido que o mundo não estava preparado.
O QUE VOCÊ ACHA?"

Assista ao trailer: O HOMEM DE AÇO

Alex Sandro Franco dos Santos


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Eu Odeio o Homem de Ferro PARTE 2

Meu amigo Anderson escreveu um post explicando seus motivos para afirmar que odeia o Homem de Ferro pelo que aconteceu em Guerra Civil.
No que entendi da análise, Anderson não nutre mais simpatia pela figura do Homem de Ferro. É uma análise boa, contundente, porém, parcial. E isso não é uma desaprovação ao que foi escrito. É uma opinião de quem quer apenas "provocar" uma discussão sadia.
Anderson tem uma visão interessante, mas é uma visão que enxerga o lado ruim de Tony Stark, será que Tony não tem seu lado bom?
Stark é um dos fundadores de Os Vingadores e isso não pode ser menosprezado.
Pesquisando pela rede mundial, descobri que houve uma edição na Guerra Civil chamada de A Confissão.
Guerra Civil Especial 4: A Confissão
A edição narra duas histórias. Na 1ª, Tony Stark "conversa" com o cadáver de Steve Rogers. Tony confessa perante o corpo de seu falecido amigo tudo o que fez e o que sentiu durante os duros dias de Guerra Civil.
Na 2ª, Capitão América chega algemado ao convés do porta-aviões da s.h.i.e.l.d, e causa mal-estar entre os soldados, que ainda o veneram como lenda viva. Em uma cela provisória, ainda em seu uniforme, Steve conversa com um acuado soldado quatro vezes mais jovem que ele. Demonstrando a diferença de idade, Rogers fala de julgamento por traição e até de enforcamento, sentindo-se culpado mesmo crendo ter feito a coisa correta. Quando ficaríamos sabendo o que o soldado acha do novo diretor, Stark chega ao local. Tem-se o início de um diálogo intenso e contundente entre os dois heróis.
Para mim, numa guerra não existem heróis e vilões, apenas "forças antagônicas", ou seja, numa guerra sempre existirá um outro lado. Um lado que também acredita no que fala e defende. Talvez um dos dois lados possa estar influenciado por alguém ou por algo ou não conhecer profundamente o que defende. Vide Peter Parker que passou boa parte da Guerra Civil ao lado de Stark, no entanto, parecia não estar certo do que realmente estava defendendo. Lendo A Confissão nos perguntaremos: quem regula a nossa moral? Quem determina ou diz o que é certo e o que é errado? Numa guerra, quem é herói e quem é vilão? 
Nessa edição podemos entender ou obter uma melhor compreensão do papel de Stark na guerra.
Para finalizar, na edição Tony confessa que não estava disposto a sacrificar uma única coisa. Mas acabou acontecendo mesmo assim. Stark diz a Steve que não admitiria aquilo a ninguém além do velho amigo. E sobre o cadáver do Capitão América, o Homem de Ferro admite: "Não valeu a pena".
Seria Tony Stark motivo de tanto de ódio?
Alex Sandro Franco 
Para ler a HQ acesse: GUERRA CIVIL ESPECIAL 4

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Eu Odeio o Homem de Ferro



 Tony Stark é um empresário, cientista e milionário que afirma ser, “um homem a frente de seu tempo”. Em visita ao Vietnã acionou acidentalmente uma armadilha  acabou sobrevivendo a explosão, mas estilhaços da bomba alojaram-se em seu peito.
Feito prisioneiro, desenvolveu uma armadura que funcionava como suporte de vida e, mais tarde para combater o crime.

De posse deste exo-esqueleto Tony pode voar, disparar raios e ter superforça.  Através dos anos em paralelo ao  avanço da tecnologia sua armadura também evoluiu, pois hoje Stark pode estar conectado com qualquer rede seja satélite, computadores ou celulares. Ele é tipo um Howard Hughes das HQs.
Confesso que odiei a Guerra Civil (2006/2007),na história devido a um trágico desastre monumental feito por um grupo de pseudo super- heróis. O governo americano impõe uma lei de registro para todos os heróis.

Por mais que a competência seja demonstrada no roteiro de Mark Millar  e na bela arte Steve McNiven. A trama é muito extensa tendo desdobramentos em várias outras publicações isto tornou nossa leitura cansativa. Só acompanhei mesmo a série principal em sete edições com cenas muito bem elaboradas e deixei as outras revistas de lado.

Então temos a comunidade heroica dividida em duas: os que são a favor do registro, liderados pelo Homem de Ferro. E  temos a Resistência facção que acha que o registro é uma opressão aos seus direitos cívicos, comandada pelo Capitão América que acabou virando um renegado.

 Guerra Civil concluiu com a ascensão de Tony Stark e mostrou que Steve Rogers sempre luta por aquilo que acha certo fato que culminou em sua trágica morte.

 A volta do personagem ao topo se deu pela ótima atuação de Robert Downey Jr., no longa cinematográfico, de 2008. E culminou no longa dos Vingadores (2012).

No filme Tony age como herói apenas para saciar sua vaidade, pois foi traído em sua empresa de fabricação de armas por Obadiah Stane. E após presenciar toda destruição causada por sua ganância utiliza sua armadura para o bem maior.

O Homem de Ferro pode até fazer um sucesso nas HQs, porém não era um herói conhecido pelo grande público. O filme de Jon Fraveau que atuou como o motorista Happy Hogan (fiel braço direito do personagem nos quadrinhos) tem um roteiro consistente aonde seus personagens transitam pela ação e humor deixando-nos á vontade para curtir os efeitos especiais.

O sucesso da franquia do Homem de Ferro  também se deve ao inegável carisma de Downey Jr., pois sua personificação quanto ao herói está perfeita.

Downey Jr. está para o Homem de Ferro assim como Chris Reeve para o Superman ambos conseguem traduzir bem seus  personagens. Aliás Robert Downey Jr. elevou o status do Homem de Ferro para ícone pop.

Assim como Tony salvou a vida de Downey Jr.  sendo este um dos raríssimos casos em que a vida imita a arte.

Robert criou uma personalidade ímpar em sua atuação nos apresentando um playboy, rico e rebelde.  Seu Stark é genial, irônico e fanfarrão fazendo-nos apreciar seu personagem e  até querermos ser como ele rodeado de belas mulheres.

Houve uma salvação para ambos, porque o ator não estava mais fazendo sucesso e o personagem mesmo sendo da primeira linha da Marvel não consegue estar sempre no topo como por exemplo: o Homem-Aranha.

A interpretação de Downey Jr. lembra bastante a HQ “O Demônio na Garrafa”, publicada originalmente em Invincible Iron Man #128, novembro de 1979. Um bon vivant que não funciona sem uma garrafa de whisky na mão.

A luta de Tony com o álcool é  a coisa mais marcante nesta história que já li em minha vida. Isso demonstra a inteligência de Stan Lee em imprimir nos seus heróis da ficção diversos  problemas reais. Aspectos do cotidiano aos quais nós sempre iremos nos identificar e encontrar algo semelhante pelas ruas.

Nesta inestimável história Stark descobriu que a agência governamental S.H.I.E.L.D. estava agindo por baixo dos panos para adquirir parte do controle das Indústrias Stark, garantindo assim o desenvolvimento de armas para a agência.

Em paralelo, o magnata Justin Hammer contrata inúmeros super-vilões para atacar tanto Stark quanto o Homem de Ferro. Em uma tacada final, Hammer assume o controle da armadura do Homem de Ferro e força Stark a matar um diplomata em frente às câmeras de TV de todo o mundo. Era o golpe que faltava para levar o herói para o abismo sem fundo que foi o álcool.

 A HQ, que teve a impressionante arte de John Romita Jr., e mostrava um Stark amargurado, que se sentia abandonado por todos. Embriagado, o playboy assume o manto do Vingador Dourado apenas para perceber o quanto a bebida o estava atrapalhando. Porém, com a ajuda da namorada Bethany e do mordomo Jarvis, o herói recuperou as forças para enfrentar o vício e os inimigos.

 Tony Stark é convencido, arrogante e obtuso na maioria das vezes. Apesar de já ser rico ainda ampliou sua fortuna tornado-se um empresário do setor armamentista.

Stark enriquece através da desgraça dos outros, pois a indústria bélica é alimentada por vários motivos. Conflitos territoriais, conflitos religiosos, étnicos. Alguns ocorrem mesmo por ignorância. Algumas guerras são em prol de mudanças políticas.

É difícil explicar ou até entender porque que existem guerras, mas elas estão aí para demonstrar que nunca haverá um fim pra este ódio inerente a raça humana.

Durante a Guerra Civil Tony ajuda a família de Peter Parker e deu uma armadura para nosso herói (Aranha de Ferro). Peter virou um assistente pessoal dele em agradecimento, mas teve que revelar sua identidade secreta em público. Fato que causou uma reviravolta enorme na vida do aracnídeo deixando-a de pernas pro ar.

Tony manipulou Parker desde o princípio, pois essa era sua verdadeira intenção. Na verdade fiquei espantado em saber como engana as pessoas para conquistar seus objetivos e passei a odiar o Homem de Ferro por isso.

 Desde então eu não consigo mais achar o herói interessante mesmo com todos os seus problemas  e histórias clássicas. Gosto da atuação de Robert Downey Jr. e nada mais.

Fonte de Pesquisa: Omelete e Herói X.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Analisando Superman



Clark Kent é o alter ego do kriptoninano, pois na maioria das vezes Clark é mostrado sendo desajeitado, tímido, atrapalhado e bobo, mas é um repórter rápido, perspicaz e inteligente.

Ao mudar para Superman torna-se altivo, confiante, galante e sempre toma conta da situação. É óbvio que a identidade civil de Kal-El serve para não ficar a todo momento de capa e colant, porque este é seu grande truque não parecer que não tem uma identidade secreta.

O que eu não consigo entender é porque Superman sendo tão poderoso se esconde numa figura tão risível quanto Clark Kent?

Na verdade pra mim Superman vê a humanidade num todo como se fossemos Clark Kent, (sendo atrapalhada e desajeitada), ou ele têm um enorme complexo de inferioridade.

Mesmo sendo possuidor de poderes inimagináveis Kal sente-se diminuído perante o ser humano, justamente, por ser um alienígena entre pessoas comuns.

O Homem do Amanhã se vê obrigado a proteger-nos por achar que somos frágeis e fracos. E só por isso dependemos de sua condição de salvador da humanidade.

Na clássica HQ “Para o Homem que tem Tudo”, Kal-El deseja  ter uma família. O herói mais poderoso dos quadrinhos deixou o fardo pesado de carregar o mundo nas costas que naquele momento não existia.

Então notamos que lá no íntimo de seu coração o Homem do Amanhã quer apenas viver com sua esposa e cuidar do seu filho. Fato “normal” e extremamente comum a qualquer ser humano.

O que mais me fascina na personalidade de Clark é esse jeito pacato de homem do interior. O grande grau de importância desta educação veio de Jonathan e Martha que moldaram sua personalidade desde pequeno.

Tornando Clark totalmente o oposto de Bruce Wayne, por mais que ambos sejam órfãos, a perda trágica de Bruce deixou uma amarga ferida pro resto de sua vida.

 Superman é um alienígena entre nós apenas, porque, não nos aceita como somos.

 É devido ao seu caráter interiorano junto a uma visão simplista de que a humanidade pode melhorar que nos conduz como se fôssemos crianças mostrando o caminho para ser trilhado.


O que me intriga é será que Kal realmente aceita a condição humana de sermos falhos?

Arduamente ele protege a humanidade dos nossos problemas, pois na verdade têm medo de nossa beligerância. E assim com seu eterno ato de compaixão também não nos deixa livres para evoluir por nossos próprios meios.

Superman é o mito do homem perfeito. Será que a humanidade poderá caminhar para futuramente um dia termos um mundo de Super-Homens?

Particularmente acredito que nós nunca iremos crescer para ter dons iguais ao dele. A humanidade tem constantemente destruído o meio ambiente poluindo o mar, o ar e destruindo as florestas.  Como a humanidade poderá viver se não mantiver os meios de nossa subsistência?

A Rio + 20 foi um fracasso, pois não obteve resultados consistentes para uma real e possível melhoria na questão do colapso ambiental que estamos vivendo.

Diferente dos kriptonianos que atingiram um estado de perfeição física e mental que veio agregado a um mundo aonde a natureza convivia em quase harmonia com o desenvolvimento tecnológico.

Superman é um exemplo a ser seguido e além disso continuará sendo inalcançável.

No entanto não falo de seus poderes físicos, mas de seu impactante código moral: verdade e justiça que é difícil de vive-lo na prática conturbada de nosso dia a dia.