quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Injustiça: Deuses Entre Nós - vol. 2



Esta edição consegue ser mais complexa, sinistra e surpreendente do que a anterior.

A HQ tem vários momentos alucinantes que me fizeram ficar de queixo caído como: o todo poderoso Adão Negro sendo destituído de seus poderes, Billy Batson tendo uma conversa franca com o Capitão Marvel horrorizado quanto as atitudes violentas dos heróis da LJA.

O Flash tem outro momento memorável quando está jogando xadrez com Kal (é um diálogo simplesmente fantástico!).

O melhor momento de todos foi ver Kal arrasando com Kalibak e a cara de assustado dele ao notar a verdadeira mudança na forma do Azulão agir.

Confesso que fiquei estarrecido na primeira edição com o Super cheio de ódio retirando o coração do Coringa, mas tenho certeza absoluta que ele mereceu.

Na verdade havia aquele eterno jogo de gato e rato entre heróis e vilões. Eu notei que os vilões sempre aprontavam de tudo como: roubar, matar entre outras coisas enquanto o herói apenas o mandava pra cadeia (e daí começava tudo de novo).

Injustiça mudou radicalmente o status quo dessa balança e pra mim ficou ótimo demais.

Kal culpou Bruce por não ter antecipado os planos do Sr. C (e assim evitar a morte de Lois e do seu filho).

Mais agora a situação desce ladeira abaixo de uma maneira tão vertiginosa quanto envolvente. 

Superman deixou de ser aquele homem altruísta que servia de inspiração pra todos e tornou-se um déspota controlador impingindo e forçando ao mundo suas vontades.

Kal está fora de si, pois o luto e a dor da perda nublaram sua visão de tudo transformando-o num homem amargo, rancoroso e totalmente cruel.

A aventura é pesada tanto no aspecto visual quanto psicologicamente. Batman e seus aliados tentam evitar que Kal destrua o mundo, massa tarefa não é tão fácil assim.

Podemos notar também a morte violenta e sem sentido de alguns heróis do panteão DC e não vou comentar quem são (só pra não estragar a diversão e a emoção de quem quiser ler).

Outro aspecto importante desta história é concentrar-se no aspecto da família. Seja na perda do Superman, no tratamento de Oliver e Dinah, na forma como Alfred protege Bruce.

E até no relacionamento conturbado entre Damian e Bruce que foi algo muito inusitado pra mim.

Injustiça: Deuses Entre Nós vol. 2 é uma aventura que contém um nível altíssimo de adrenalina, drama e violência no roteiro de Tom Taylor.


Porém como na edição anterior repetiu o mesmo erro de colocar diversos artistas ilustrando-a. Somente esse erro foi o que infelizmente deixou a desejar, pois vale a pena passear por suas páginas.

sábado, 30 de janeiro de 2016

O Incrível Hulk vs Superman



Esta história dos heróis das editoras se enfrentarem num combate eu já havia visto no péssimo Marvel vs DC: O Conflito do Século.

Nesta história os heróis precisavam lutar entre si para salvar seus universos. Tiveram diversos embates e um deles era Superman vs Hulk no qual o Azulão venceu.

O Incrível Hulk vs Superman conta com a bela arte de Steve Rude, roteiro de Roger Stern e foi lançada, em 2000 (aqui no Brasil).

Bom, nesta HQ não há nenhuma explicação científica pra que ambos os heróis coexistirem no mesmo universo. É um crossover que leva para aqueles períodos clássicos dos personagens.

Enquanto o Superman é casado com Lois Lane e tem aquela feição com olhos semicerrados do desenho de Max Fleischer. Temos o Hulk original com cabeça achatada e muito irracional. Um fato interessante é que sua personalidade predominante sobre o Golias Esmeralda está cedendo, pois nesta época transformava-se apenas a noite. E agora quando passa por momentos de tensão perde o controle virando Grandão.

Vemos também Rick Jones agindo como seu parceiro-mirim tirando Bruce de diversas enrascadas.

Desta vez a aventura começa com Lois assistindo um noticiário na TV sobre o Hulk no “presente” e o Superman se lembrando do primeiro confronto entre ambos.

Quando Clark estava num laboratório entrevistando o cientista Doutor Carson sobre seu sismógrafo. A máquina encontra tremores vindos do Novo México e logo Superman entra em ação, mas quando chega no local encontra o Hulk atrapalhando um churrasco (comendo a comida do pessoal).

Então a briga começa com direito a diversos socos e até o Super sendo lançado no espaço, porém quando consegue voltar perde o rastro do Verdão.

Depois no Planeta Diário Clark pesquisa sobre  o Hulk na web e Lois fica xeretando pra tentar passar a perna nele. Ela ainda está com raiva por ter perdido a entrevista do século com o Superman pro caipira e decide sair na frente (pedindo ao Perry pra fazer uma notícia sobre o Hulk).

A aventura é bastante simples, pois fica sob aquela velha ótica de heróis que se unem pra combater um inimigo em comum.

No caso Lex Luthor que arranja uma forma de subjugar o Azulão e encontra no trabalho científico de Bruce Banner o canhão gama.

Lex passa uma lábia no General Ross e tenta dar uma de bom empreendedor pra Betty Ross, mas logo Lois conta pra moça quem é o verdadeiro Luthor. Nesse meio tempo Lex descobre que Bruce gosta de Betty Ross e sequestra a moça com um robô da LexCorp que se parece com o Hulk.

A culpa recai sobre o Grandão e tanto o General Ross quanto o Azulão estão na cola dele. Enquanto o verdadeiro Grandão destrói o robô e salva Betty vemos Superman chegando logo depois e reconhecendo o mal entendido.

Só que enquanto tenta explicar a situação o Hulk não quer saber de conversa desferindo socos poderosos. Somente quando Lex  aciona o canhão encima de ambos é que a ficha cai pro Gigante Esmeralda.

O Azulão arremessa o Hulk no Canhão Gama destruindo a arma e sumindo logo depois. Superman acusa Luthor  mais como sempre será difícil de provar alguma coisa diante de seus recursos.

A HQ termina aonde começou com Lois e o Super ainda assistindo o noticiário sobre o Hulk na TV e o próprio Banner enfrente a uma loja de eletrodomésticos chorando pela morte de Betty.

Na cena final Bruce caminha pela estrada com mochila nas costas igual ao seriado televisivo muito triste!

O Incrível Hulk vs Superman não é uma HQ espetacular, mas consegue entreter com as lutas dos heróis e demonstra de maneira emocionante a angústia de Banner ao ter que dividir sua existência com o monstruoso Hulk.


sábado, 23 de janeiro de 2016

A Cartola e as várias facetas de Luiz no mundo 3D

O modelo dessas fotos é meu grande amigo Alemão. A cartola que ele criou "me caiu bem."


De vez em quando, eu recorro ao mundo real para tomar alguma referencia para os meus quadrinhos. Não que isto venha a se tornar uma prioridade porque não vislumbro o mundo totalmente cine-fotográfico tal qual o percebemos. Mas existem situações em que expressões corporais e até cenários precisam se apoiar em algo "real" até mesmo para que o leitor perceba que tais situações podem habitar a verossimilhança. principalmente corpos dos personagens ali em questão.

Eu precisava de alguém que servisse de referencia para mim que usasse uma cartola na cabeça. o movimento era no momento em que Luiz Gama estivesse prestes à ir até a casa de correção no final do capítulo 1 (pag.7). Bem, eu teria problemas se antes eu não tivesse a sorte de ter aqui em casa guardado uma velha cartola de meu amigo Alemão. Por sorte dupla ele apareceu aqui em casa e eu sempre gostei de usá-lo como mode-lo para qualquer trabalho seja de vídeo, fotografia ou desenho. 

Não preciso dizer o quanto ficou maravilhoso conforme tomadas acima.







Esta cartola foi retirada de algum site para exercícios.

O Eterno retorno do bom filho ao lar. (ou como me meti de vez no mundo das HQ's)




Após longos anos (décadas) resolvi voltar para os quadrinhos tal qual Sidarta retorno de sua viagem pelo  mundo afim de encontrar-se consigo mesmo do mesmo ponto em que partiu.a bem da verdade sempre ouvi o chamado pelos meus amigos. De que eu iria desenvolver bem as minhas HQ's e que meus desenhos eram realmente bons. Mas não foi sempre assim. Eu nunca havia considerado que de fato era bom desenhista. Mas eram conceitos que hoje considero obsoletos (e porque não arcaicos?). Cresci ao redor de amigos que dividiam a mesma paixão pelos quadrinhos. Produzíamos aquilo isolados do resto do mundo sem sequer saber que existiam coisas como o Fanzine e demais produções independentes e underground. 


E havia gente realmente boa ali (no sentido realista do termo"). E eu pensava comigo: "Nossa, nuca chegarei aos pés desses caras!". Mas de qualquer forma, eu seguia em frente. apostando em meus roteiros (que mesmo inocentes para a época, eu ainda os achava empolgantes). Até meu saudoso irmão desenhava melhor do que eu, assim eu achava.

Com a chegada da adolescência e posterior vida adulta, assim como Grant Morrison, tive que partir para outras vivencias e deixar de lado o mundo dos quadrinhos. O rock and roll levara-me para a literatura. A literatura me impulsionou a voltar a estudar e isto, paralelamente a uma série de turbulências em vários outros setores de minha vida. Ser artista e suburbano é tão difícil quanto ter uma formação de nível superior sendo e vivendo no subúrbio.


E foi neste momento em que estas duas impossibilidades me fizeram, ainda  que tardiamente, me reencontrar com o maravilho mundo dos quadrinhos após inúmeras experimentações em outros campos da arte. 

Peer Gynt havia voltado para a casa e reencontrado após décadas, sua antiga paixão. Desta vez, os conceitos haviam mudado. Não se tratava mais de "belo" e "feio" e sim de algo novo. Tratava-se agora do rompimento que a arte moderna enfim causara abolindo de vez nossos preconceitos. 

Hoje, não faço distinções de um Alex RossBill SienkiewiczLourenço Mutarelli ou Kyle Baker (Para ser honesto, ainda fico entre Bill e Kyle por uma questão de gosto pessoal). Até mesmo, ouso dizer que prefiro a quebra do realismo do que o a aproximação cada vez mais obvia de nossos desenhistas ao modelo estadunidense que por sua vez tenta se aproximar da narrativa do cinema graças até a inserção dos personagens de quadrinhos na telona.


E como tenho orgulho de meus quadrinhos! Não mais os desprezo. Todo o meu preconceito havia sido sepultado de vez no renascimento. Enfim, a câmera que tanto buscava era na verdade papel, pincel e nanquim. As ideias sempre estiveram lá, esperando o momento certo para serem invocadas pelo meu puro xamanismo.  

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Esquadrão Suicida


Depois de amargar uma perda muito grande em verdinhas pra Marvel Comics, a DC parece que despertou realmente de sua total letargia.

Seu Universo Cinematográfico começou a ser estabelecido a partir de Superman: O Homem de Aço, em 2013.

Lembrando que o grande êxito da franquia do Morcegão comandada por Chris Nolan, marcou uma influência de um universo sombrio praticamente “existindo” no mundo real.

Agora demonstrando que vai se estabelecer como uma concorrente direta nas adaptações de gibis teremos Batman vs Superman que obviamente estará aproveitando parte da trama do Cavaleiro das Trevas, obra clássica de Frank Miller.

A sequencia deixou em polvorosa os fãs de gibis por demonstrar a presença do monstro Apocalypse e também vemos a Mulher Maravilha salvando a pele dos heróis.

Há boatos que já veremos uma pequena formação da Liga da Justiça neste filme com a presença de Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue e Flash, mas somente o tempo nos dará certeza do que teremos na telona.

Além da maioria de nós fãs estarmos ansiosos pra saber como isso irá acontecer. Vejo também uma certa atenção daqueles que tambérm não estão acostumados a ler se preparando para assitir na telona (algo realmente importante pro sucesso desta empreitada pra editora).

Bom, outra aposta da DC é o Esquadrão Suicida, uma equipe composta por vilões que executam missões pro governo, mas agindo em sigilo absoluto.

Durante essas missões caso sejam descobertos podem morrer que o governo irá negar qualquer envolvimento nos acontecimentos (no caso os vilões são totalmente descartáveis).

A primeira apresentação dessa versão do Esquadrão Suicida foi mostrar um outro ator interpretando o Coringa.

Mesmo que Heath Ledger seja completamente inesquecível com sua demonstração anárquica do Sr. C. Teremos, Jared Leto que me pareceu estar assustador e bem convincente com o personagem.

 Recentemente foi a vez de termos divulgado o segundo trailer do Esquadrão Suicida que pra mim ficou muito empolgante (ainda mais pela envolvente música Bohemian Rapsody, do Queen pontuando os momentos importantes).

Nesta versão da equipe pra telona encontraremos alguns inimigos retirados da mitologia do Homem-Morcego como Arlequina (Margot Robbie) que demonstrou ser aquela tremenda maluquete que todos aprendemos a gostar, 
Pistoleiro (Will Smith), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e o Palhaço do Crime que citei acima. Não sei como se dará a participação do Pudinzinho nesta versão, pois nos gibis ele nunca agiu dentro da equipe.


 Tenho certeza que outra que irá roubar as atenções será a temível Amanda Waller (Viola Davis) que surgiu pro grande público na série animada da Liga da Justiça Sem Limites. A atriz Viola Davis da um show de interpretação como Annalise Keating, no seriado How to Get Away with Murder.

Amanda Waller foi criada John Byrne, Len Wein e John Ostrander surgindo pela primeira vez na edição Legends # 1, em 1986.

Waller é líder do Esquadrão Suicida, do Projeto Cadmus e também já comandou o Xeque-Mate.

Além de ter uma atitude arrogante sua característica mais marcante é seu modo de agir desafiador. Waller é bastante inteligente, ainda é uma excelente espiã e detém um vasto conhecimento de tática militar.

Apesar de nos quadrinhos, Amanda inicialmente tenha sido mostrada como uma mulher beirando a obesidade. Quando adaptada pra telinha quase as todas as atrizes que a interpretaram foram geralmente magras.

No seriado Smallville, Pam Grier liderou uma formação da equipe (ela quase foi morta pelo Zod).

Depois naquele infame filme do Lanterna Verde (2011), foi a vez da atriz Angela Bassett.

E por último também temos uma versão tanto do Esquadrão, quanto da Waller, interpretada pela atriz Cynthia Addai-Robinson, no seriado Arrow.

Outros personagens que teremos no filme são: Rick Flagg (Tom Hardy), Encantadora (Cara Delevingne), Capitão Bumerangue (Jai Courtney) e El Diablo (Jay Hernandez).

Uma presença interessante será da Katana (Karen Fukuhara) que nos gibis é uma heroína. 

Nos quadrinhos, Tatsu Yamashiro participou da equipe Renegados e também das Aves de Rapina, teve aparição no desenho Batman: Os Bravos e Destemidos e no seriado Arrow foi interpretada pela atriz Rila Fukushima.

Temos uma versão do Esquadrão Suicida na excelente animação, Batman:Ataque ao Arkham. Nesta aventura, o Morcegão precisa encontra uma bomba nuclear escondida pelo Coringa e acaba resgatando o Charada que seria morto pelo Esquadrão.

Nigma é enviado ao Asilo Arkham, porém Amanda Waller o persegue por haver roubado os segredos do Esquadrão Suicida. Então, Amanda resolve criar um novo Esquadrão para entrar no Asilo e recuperar as informações obtidas por Nigma.

Temos na equipe: Pistoleiro, Arlequina, Aranha Negra, Tubarão Rei, Nevasca e Capitão Bumerangue.

Não vou nem comentar que é uma das melhores animações feitas pela empresa, pois a qualidade é óbvia.

O detalhe interessante a ser notado é a ótica sendo vista pelo Pistoleiro e deixando Batman agindo apenas em alguns momentos importantes. É um desenho marcado por cenas violentas, temos  ação sempre no momento certo e indico pra quem quiser assistir.


 O Esquadrão Suicida (Suicide Squad, no original)  surgiu pela primeira vez na edição The Brave and The Bold # 25, em 1959. Durante a Segunda Guerra Mundial, um pelotão reunia criminosos que estavam dispostos a lutar pelo seu país.

A equipe era composta pelo Capt. Richard Flagg Sr., Jess Bright, Karin Grace e o Dr. Hugh Evans, na história isso ocorreu na década de 40.

Dez anos depois, o Esquadrão Suicida tornou-se uma tropa de elite que estava sempre designado a combater em missões secretas no exterior. Infelizmente após a morte da esposa de Flagg, ele também faleceu numa missão e seu filho Rick Flagg Jr., foi criado pelo General J. E. B. Stuart (das aventuras do "Tanque Mal-Assombrado").

Anos depois tornou-se Coronel da Força Aérea e passou a liderar uma nova formação do Esquadrão que contava com os veteranos: Bright, Grace e Evans.

Essa equipe enfrentou diversas ameaças, porém após a morte Evans e Bright, no Camboja (Grace estava sofrendo demais e a equipe foi desfeita).

No período do Pós-Crise tivemos na minissérie Lendas (1986), uma nova formação pro Esquadrão. Desta vez, o roteirista John Ostrander fez do Esquadrão Suicida, um grupo composto por vilões que eram recrutados pelo governo agindo em missões perigosíssimas.

Comandada por Amanda Waller que havia recriado o grupo decidiu dar aos bandidos perdão ou redução da pena desde que agissem nas missões que lhe eram incumbidas.

O detalhe é que cada vilão usava uma pulseira explosiva prestes a detonar se tentasse abandonar a equipe ou por a missão em risco.

Nesta versão o Coronel Rick Flagg agia como segundo em comando pro grupo e nele tínhamos: Capitão Bumerangue, Magia, Pistoleiro, Tigre de Bronze e Arrasa-Quarteirão.

Há anos a editora tenta emplacar uma revista da equipe, mas geralmente não consegue.

Também podemos notar que diversos personagens já entraram pras fileiras do Esquadrão entre os quais até heróis como: Vixen, Sombra da Noite, Orquídea Negra e até Ricardito.

Mais sua enorme maioria é de vilões tipo: Plastique, Verme Mental, Nevasca, Multiplex, Parasita, Amarra, Mestre das Pistas, Bane, Pinguim, Duquesa, Doutor Luz, Conde Vertigo, Capitão Frio, Mestre dos Espelhos entre vários outros.

Em, 2011 a editora tentou lançar uma nova versão pra equipe, porém foi duramente criticada devido ao seu conteúdo.

O filme do Esquadrão Suicida está programado pra ser lançado em 05 de agosto deste ano.

Se gostou deixe um comentário, mas se não gostou deixe um comentário também.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Coringa: Advogado do Diabo


Essa edição teve roteiro de Chuck Dixon, arte de Graham Nolan e foi lançada pela Editora Abril, em 1997.

Sem sombra de dúvidas é uma das melhores HQs do Morcegão que já tive o prazer de ler.

Ainda mais pela excelente arte de Graham Nolan que em sua composição demonstra vários detalhes tanto dos personagens, quanto dos cenários que vemos na trama.

A história se inicia com o lançamento de um selo comemorativo homenageando grandes comediantes americanos.

Temos selos do Carlitos,OsIrmãos Marx, Os Três Patetas e Abott & Costello, porém pra mim foi uma injustiça não terem colocado OGordo e o Magro (eles também mereciam essa referência).

O Coringa ficou irritado por não terem feito um selo dele, pois se acha um grande comediante. Suas piadas infames e de muito mal gosto fazem somente sentido em sua mente doentia.

O vilão ataca uma agência dos correios sendo preso pelo Homem-Morcego que nesta época estava sendo auxiliado pelo Robin (Tim Drake), um hacker de computador.

Um detalhe sinistro é que os selos estavam envenenados pela toxina que deixa um sorriso estampado no rosto das vítimas (a marca registrada do Sr. C agir).

Pessoas estavam morrendo e o Coringa era o principal suspeito destes acontecimentos fatídicos. Então o Comissário Gordon convoca o Batman para ajuda-lo a solucionar o caso.

A situação estava piorando, porque o Coringa havia sido levado a julgamento pela promotora Beaudreau que desejava sentencia-lo a pena de morte por seus crimes (por mim é lógico que merecia).

O sargento Bullock e a detetive Montoya estavam assessorando a promotoria pra que isso realmente acontecesse e se livrassem do vilão de uma vez por todas.

O problema é que tudo levava a crer que o Coringa era realmente o culpado e isso deixou o Batman com a pulga atrás da orelha passando a investigar o caso com mais afinco.

Uma cena muito interessante aconteceu no tribunal com o vilão sendo interpelado pela promotora se havia cometido o tal crime de envenenar os selos.

Ele afirmou que era coisa de amador e começou a se gabar pelos diversos crimes que havia feito no passado comentando até o ataque a Bárbara Gordon e também ao seu pai (fatos vistos na aclamadíssima Batman: A Piada Mortal).

O ponto crucial nessa edição é nos perguntarmos se o Coringa realmente merece morrer por causa de um crime que não cometeu.

É óbvio que o Batman fica se fazendo tal pergunta, pois seus senso de justiça é inabalável (mesmo que seu pior inimigo mereça realmente partir desta pra melhor).

Eu confesso que não pensaria duas vezes e deixava isso acontecer, mas estamos falando das leis que regem o modo americano de viver e já sabemos como o herói irá agir.

Coringa: Advogado do Diabo começa de maneira enfadonha, mas a medida que vamos nos aprofundando em suas páginas a história ganha um aspecto psicológico muito grande e isso a torna muito interessante pra sabermos como será seu desfecho.
 
Se gostou deixe algum comentário, mas se não gostou deixe um comentário também.



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Malabarista de Cebolas - lágrimas muito mais que ardência...





Adorei o trabalho de O Malabarista de cebolas, de Igor Riant e Júlia Nunes . Os traços desta ultima é algo que admiro muito desde outros trabalhos. Limpos mas sem exageros. Distantes daquela melancólica tentativa de nos parecermos com os artistas norte-americanos e com isso poluímos nossas páginas de imagens e cores perturbadoras. E o roteiro de Igor é tão lindo quanto singelo. E tão nosso. Esta história é a nossa cara!
E é exatamente isso que venho tentando buscar em minhas propostas.
Espero que um dia a gente essa galera venha participar de uma entrevista conosco aqui no Além da Torre de Observação ou Avante Vingadores Zap!  

Convite feito, aguardemos!

Para àqueles que desejam obter um exemplar, aqui vai alguns contatos para in box clique aqui embaixo em

Codorna Trepidante - Aqui nesta página tem muitos outros trabalhos desse pessoal.

ou:

Júlia Nunes.





domingo, 13 de dezembro de 2015

Avante vingadores zap ep. 03

Mais um episodio Avante Vingadores Zap!!!!



Dessa vez um episodio bem curtinho falamos sobre nossas impressões sobre o trailer do Capitão América guerra civil.

Episódios anteriores clique abaixo:













sábado, 28 de novembro de 2015

Podcast: Avante Vingadores. Ep.2.


Neste segundo episódio do podcast Avante vingadores Zap! Nossos heróis tentam concluir assuntos pendentes do ultimo episodio como sobre “quem está vendo a série Arrow e o que está achando.”. Também passam a discutir o ultimo filme do Quarteto Fantástico e Homem-formiga. Já que JC Anjos finalmente assistiu.

Muitas coisas hilárias acontecem aqui com um mínimo de roteiro. Vale apena ouvir.
Deixe seus comentários nesta página e também se quiser participar por um dia da nossa mesa virtual de Avante Vingadores Zap é só deixar seu numero de telefone expressando seu desejo.




sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Ciclone e Capitão Brasil… Encontro de Titãs!


Trata-se de uma edição nacional escrita e desenhada por Antonio Peres (vulgo Volpone) e colorida por Jorge Araujo. Também temos o crédito do editor Lancelott.

Pra mim que estou há muitos anos sem ler um gibi nacional é bastante estranho notar a diferença absurdamente enorme da arte dos desenhistas americanos.

Então logo de primeira não gostei tanto assim, mas acabei me acostumando. O que eu achei interessante é a introdução quanto a origem dos personagens e aos colaboradores desta edição.

Só pra constar Ciclone possui incríveis poderes climáticos que obviamente lembram a Tempestade dos X-Men (e seu alterego chama-se Murilo Alberto de Souza).

Já o Capitão Brasil atende pelo nome de José Carlos da Silva Brasil. Seus poderes incluem força, invulnerabilidade, velocidade, reflexos e agilidade sobre-humanas e foram adquiridos através de um ser extra-dimensional.

A trama quase começou pelo confronto dos heróis, mas resolveu voltar um pouco no tempo. É quando vemos o Dr. Adriano Volpone que estava trabalhando na UFRJ, mas por causa de cortes no orçamento o reitor cancelou suas verbas.

Lembrando que Volpone é o artista da edição que de uma maneira bem legal participa desta aventura, mas devido aos acontecimentos citados acima tem um ataque de fúria.

 Ele é um geneticista muito inteligente, porém vemos que seu estado mental já beira a loucura.

O herói Cilcone também trabalha na universidade como pesquisador meteorológico algo que ajuda na utilização dos seus poderes. Então, de repente todos ficam alarmados com a presença de um dinossauro no campus (há até uma referência ao Godzilla).

Ao mesmo tempo, o Capitão Brasil estava rumando pra universidade e logo tendo de agir para deter aquele monstro. A situação começa piorar, porque Cilcone acha que o Capitão era o causador de todo aquele problema.

Partindo logo pro ataque sem ouvir explicação alguma e o Capitão que ficou puto da vida também cai dentro.

Quando descobriram que nenhum deles era culpado pela existência daquela aberração (findaram suas diferenças e decidiram se aliar para deter o monstro).

Volpone ficou mais do que aborrecido pelos heróis terem acabado com sua vingança, mas em seu delírio de raiva prometeu continuar futuramente.

No final Ciclone e Capitão Brasil resolveram se tornar aliados e mais a frente “parece”  que teremos outra aventura para que atuem juntos novamente.

O que me deixou intrigado foi uma figura estranha em uma localidade distante no espaço definida como Costela de Adão.

 O nome do personagem não foi mostrado definido apenas como Ele. No entanto lembrou bastante o Monitor, Metron, dos Novos Deuses e também o Vigia, da Marvel.

Já que sua função esra catalogar a existência de heróis isso serviu pra mostrar que “talvez” haja uma história tipo crossover para ser mostrada.

Ciclone e Capitão Brasil é uma aventura de apresentação dos personagens, mas o fato de mostrar heróis que lutam pra depois se ajudarem. É um tema mais do que batido nas história em quadrinhos.


Gostei demais da coloração do Jolba, mas pra mim a arte de Volpone precisa melhorar um pouco. Acho que deva dar mais atenção na composição da anatomia humana, principalmente em relação ao corpo dos heróis que ficou desproporcional em alguns momentos.

Fora isso seus cenários e o enquadramento das páginas nos ajudam a viajar pela trama de maneira primorosa.

A melhor parte desta história é que acontece aqui no Rio de Janeiro e vemos alguns lugares familiares.

Estou ansioso querendo ler a continuação e espero que de fato haja uma melhora significativa em sua arte.

Se gostou (ou se não gostou) deixe algum comentário. Ele será importante para nós do jeito que vier.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Podcast: Avante Vingadores programa 1



Um podcast ainda em fase embrionária. Acompanhe o que pode resultar de uma conversa por Whatsapp entre amigos de infância amantes do mundo da HQ e cultura pop em geral. Isso mesmo, um divertido programa onde o papo corriqueiro convida todos nós à mesa virtual.

Neste primeiríssimo episódio, Alex Franco, Anderson Souza “Black e” e JC Anjos ainda encontram-se  questionando uns aos outros sobre episódios de séries que previamente haviam combinado de assistirem simultaneamente.

Um grande exemplo de que a distancia não impediu que amigos de infância deixassem de falar daquilo que mais gostam. E mais, aproveitam as novas tecnologias para compartilhar ao mundo suas afinidades. 


                         E Ibeji Cosmo Comics

Ouça enquanto você estiver fazendo outra atividade. como nos velhos tempos de rádio!

Clique aqui e ouça on line:



Agora, se você quiser baixar diretamente este programa, clique na imagem abaixo:


 download



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Incorporação Mistério – 1963

                                                                       


A aventura “Desordem no Edifício Mistério”, tem roteiro do consagrado Alan Moore, arte de Rich Veidt e nanquim de Dave Gibbons.

Esse gibi foi lançado em 1993 pela Image Comics e a parte interessante é que esta edição se propõe a homenagear as histórias da Marvel Comics nos anos 60.

É claro que de uma maneira bastante óbvia o título já nos introduz a isso, porém há outros elementos como: Afável Al Moore, Estrondoso Rick Veidt entre outros.

Outro fato inegável é que a Incorporação Mistério é uma homenagem ao Quarteto Fantástico, pois seu grupo foi baseado na primeira família.

Temos Homem de Cristal (Craig Crandall), Rainha de Neon (Jeannie Morrow), Garoto Dínamo (Tommy Baker) e Planeta (Biff Baker).

Craig é o líder do grupo e pode mudar seu corpo prara uma forma cristalina, Jeannie é capaz de se transformar em vários tipos de gases, Tommy tem poderes elétricos e seu irmão, Biff é membro com força descomunal da equipe.

Só pra constar Crandall foi baseado no Reed, Morrow em Sue, Tommy no Tocha e Biff no Coisa.
A trama já começa com um ser invadindo as intalações do grupo, mas tudo não passava de um teste de segurança.

E logo voltamos ao passado, pois Jeannie relembra a origem da Incorporação Mistério quando foram numa missão espacial investigar um enorme asteróide que estava próximo a órbita terrestre.

Ao descerem por uma escadaria encontraram estátuas de seres alienígenas gigantes e sobre suas mãos que emanavam luzes ganharam seus poderes.

Um acontecimento interessante foi o fato de já terem uma revistinha sobre eles (um aspecto que nos leva pro mundo real). Outra coisa relevante foi o fato de Jeannie reclamar de não ser um membro importante da Incorporação só pelo fato de ser mulher.

Se não me falha a memória, a Mulher Invisível também teve esse mesmo problema há alguns anos atrás.

 A situação começa a ficar estranha quando a Rainha de Neon detecta um intruso andando pra trás. Ela tenta detê-lo, mas não consegue tornando-o mais forte e aciona o restante da Mistério.

Quando estão em sua busca Craig, Jeannie e Biff sãpo atacados pelos dispositivos de segurança do prédio, mas o que eles não sabem é que o Garoto Dínamo foi captturado pelo estranho invasor.

Ao descobrirem isso o restante da Incorporação decide ir atrás de seu membro mais novo. E para resgatá-lo precisam entrar na Máquina do Talvez, um dispositivo com o qual podem viajar através da Terras Paralelas.

Infelizmente a edição termina deixando esse “mistério” no ar, o que aconteceu ao Garoto Dínamo? E aonde nossos  heróis precisaram ir para encontra-lo?

Incorporação Mistério – 1963 é até uma edição inteligente, pois resgata diversos elementos da Era de Prata dos quadrinhos.

Encontramos ainda algumas referências ao filme clássico O Planeta Proibido, Liberace, o pianista e também ao apresentador Jack Benny (tudo isso nos conectando a época da trama).

Nem preciso comentar que o roteiro de Alan Moore ficou bom, mas está longe de ser um dos seus melhores trabalhos.

Podemos constatar que a arte detalhadíssima de Rich Veidt consegue nos ambientar na trama de forma primorosa e também evoca o estilo da época em que a aventura se desenrola.

Quando chegamos ao final de Incorporação Mistério fica obviamente aquela vontade de saber como se dará a continuação do que lemos.

Click aqui para acessar a HQ de Incorporação Mistério.


Dê sua opinião clicando nas opções objetivas abaixo ou fazendo um comentário mais detalhado nesta página. Será de grande importância para este blog.