segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Analisando Superman



Clark Kent é o alter ego do kriptoninano, pois na maioria das vezes Clark é mostrado sendo desajeitado, tímido, atrapalhado e bobo, mas é um repórter rápido, perspicaz e inteligente.

Ao mudar para Superman torna-se altivo, confiante, galante e sempre toma conta da situação. É óbvio que a identidade civil de Kal-El serve para não ficar a todo momento de capa e colant, porque este é seu grande truque não parecer que não tem uma identidade secreta.

O que eu não consigo entender é porque Superman sendo tão poderoso se esconde numa figura tão risível quanto Clark Kent?

Na verdade pra mim Superman vê a humanidade num todo como se fossemos Clark Kent, (sendo atrapalhada e desajeitada), ou ele têm um enorme complexo de inferioridade.

Mesmo sendo possuidor de poderes inimagináveis Kal sente-se diminuído perante o ser humano, justamente, por ser um alienígena entre pessoas comuns.

O Homem do Amanhã se vê obrigado a proteger-nos por achar que somos frágeis e fracos. E só por isso dependemos de sua condição de salvador da humanidade.

Na clássica HQ “Para o Homem que tem Tudo”, Kal-El deseja  ter uma família. O herói mais poderoso dos quadrinhos deixou o fardo pesado de carregar o mundo nas costas que naquele momento não existia.

Então notamos que lá no íntimo de seu coração o Homem do Amanhã quer apenas viver com sua esposa e cuidar do seu filho. Fato “normal” e extremamente comum a qualquer ser humano.

O que mais me fascina na personalidade de Clark é esse jeito pacato de homem do interior. O grande grau de importância desta educação veio de Jonathan e Martha que moldaram sua personalidade desde pequeno.

Tornando Clark totalmente o oposto de Bruce Wayne, por mais que ambos sejam órfãos, a perda trágica de Bruce deixou uma amarga ferida pro resto de sua vida.

 Superman é um alienígena entre nós apenas, porque, não nos aceita como somos.

 É devido ao seu caráter interiorano junto a uma visão simplista de que a humanidade pode melhorar que nos conduz como se fôssemos crianças mostrando o caminho para ser trilhado.


O que me intriga é será que Kal realmente aceita a condição humana de sermos falhos?

Arduamente ele protege a humanidade dos nossos problemas, pois na verdade têm medo de nossa beligerância. E assim com seu eterno ato de compaixão também não nos deixa livres para evoluir por nossos próprios meios.

Superman é o mito do homem perfeito. Será que a humanidade poderá caminhar para futuramente um dia termos um mundo de Super-Homens?

Particularmente acredito que nós nunca iremos crescer para ter dons iguais ao dele. A humanidade tem constantemente destruído o meio ambiente poluindo o mar, o ar e destruindo as florestas.  Como a humanidade poderá viver se não mantiver os meios de nossa subsistência?

A Rio + 20 foi um fracasso, pois não obteve resultados consistentes para uma real e possível melhoria na questão do colapso ambiental que estamos vivendo.

Diferente dos kriptonianos que atingiram um estado de perfeição física e mental que veio agregado a um mundo aonde a natureza convivia em quase harmonia com o desenvolvimento tecnológico.

Superman é um exemplo a ser seguido e além disso continuará sendo inalcançável.

No entanto não falo de seus poderes físicos, mas de seu impactante código moral: verdade e justiça que é difícil de vive-lo na prática conturbada de nosso dia a dia.

domingo, 14 de outubro de 2012

Por que as pessoas que lêem quadrinhos sempre estiveram associadas a idéia de imaturidade e vagabundagem por parte de outras pessoas?



Eu lembro bem quando pré-adolescentes, meus amigos e eu amávamos o mundo dos quadrinhos. Amor esse que se perpetua até hoje apesar do tempo de leitura não ser mais o mesmo de outrora, mas que mesmo assim mantemo-nos atualizados graças as adaptações à telona.
Naquele tempo foi esta a afinidade que nos uniu. E esta afinidade foi revelando tantas outras afinidades com o passar dos anos consolidando ainda mais nossa amizade e perpetuando ainda mais o nosso amor pelas HQs.

Fazíamos nossas próprias histórias em quadrinhos. Criávamos personagens de nossa própria autoria em uma época em que, fechados em nossos mundinhos infanto-juvenis, não tínhamos a menor ideia por não termos conhecimento de que ali também praticávamos a estética do fanzine.

Porém toda essa intensa troca lúdica com meus amigos teve um preço alto em nossa caminhada a adolescência. Éramos considerados nerds em uma época em que sequer existia tal palavra em nosso dicionário. Ao menos em nossa Rua – e isso já nos bastava por que era o único mundo que conhecíamos – éramos vistos pelas meninas da nossa idade como um bando de imaturos e alienados.  Pelos pais destas meninas éramos taxativamente considerados vagabundos.

É verdade que os tempos mudaram e hoje os quadrinhos são vistos como mais uma ferramenta de estimulo a leitura e a isso considero legitimo porque boa parte de minha formação literária deve-se inicialmente aos quadrinhos. Se hoje Oscar Wilde, Hermann Hesse e Augusto dos Anjos entre tantos outros fazem parte de minha biblioteca é porque Turma da Mônica, Disney, heróis da Marvel, DC e Vertigo existiram bem antes.


Mas ainda assim o conceito de HQ não é visto como arte propriamente dita. Boa parte desse conceito é moldada como arte ordinária ou simples mídia de entretenimento (kitsch). Concordo que pelos mesmos preceitos que discuti em texto anterior, o mundo dos gibis, de acordo com suas editoras obedece a um mercado consumista. Por outro lado sem a internet como conseguiríamos ter contato com gibis estrangeiros em outrora sem este sistema de consumo? De uma forma ou de outra a popularidade dos quadrinhos se deu por este mercado e agora com a democratização da internet podemos nos manter atualizados.

Quais seriam os critérios usados para definirmos que as HQs respondem ou não correspondem a “arte pela arte”? Com certeza não seriam as graphic novels que responderiam tais questões embora muitas dessas edições mereçam, pelos seus artistas e roteiristas, tais considerações devido a seu estilo.  A questão é bem mais complexa e discutível que isso.

Mas é justamente nos estratos mais altos de nossas sociedades que objetos de arte fazem parte de um publico que consomem cada vez mais tais objetos. Às vezes nem sempre com admiração estética como de praxe, mas como meras peças ornamentais. Que possuem função apenas para servir de exibição ostentatória a outros em sua sala de visitas.

As HQ’s não obedecem estes seguimentos. Julgo que nem objetos de arte também deveriam. Voltada mais para função informativa e mero entretenimento ela, a HQ,  é vista em muitos outros países como objeto estético. Ou seja, sua apreciação gráfica é colocada como objeto de arte para um publico específico não necessariamente o de galeria. Ainda assim esta arte é apreciada com a mesma contemplação estética. O que dizer dos magníficos traços de desenhistas como Dave Mckean, Bill Sienkiewicz, Frank Miller, David Mazuchelli e tantos outros. Sem falar no âmbito literário como os roteiristas: (o próprio) Frank Miller, Neil Gaiman, Allan More, etc...

Apesar de que as HQs tenham mesmo chegado a este estado de contemplação como objeto de arte entre muitos admiradores, elas ainda encontram resistência nos meios acadêmicos onde elas quase não são mencionadas e quando são é simplesmente para explorá-las ao conceito de Kitsch como arte efêmera.

Talvez porque de fato tal expressão como mídia não faça parte do mercado em que as cifras estratosféricas determinam “o que é de bom gosto” e “o que não é de bom gosto”. Pergunto-me: será que maioria dois intelectuais, admiradores da “boa arte” de fato foram formados por toda a sua vida por livros acadêmicos romances clássicos de nossa literatura universal sem nunca terem acrescentado nenhuma revistinha em quadrinhos em seu cardápio erudito? Eu não acredito.

Mas enfim, ainda nos deparamos com o preconceito daqueles que acham que histórias em quadrinhos são feitos para Nerds.  Talvez não mais ligado a vagabundagem como foi no meu tempo. Mas ainda a imaturidade permanece ligada nesta figura do nerd alienado e anti-social e por isso imaturo como um garoto de cinco anos. Será?

De minha pessoa garanto que boa parte de minhas decisões adultas foram tomadas com o mínimo de inspiração aos arquétipos que ainda alimento em meu imaginário. Estes arquétipos são meus heróis e vilões de HQs.  E se por acaso, muitas dessas decisões e atitudes foram tidas como loucas ou imaturas, é porque foram julgadas segundo categorias impostas por uma realidade que se leva a serio demais. Quero deixar claro aqui que não se trata de negação da realidade, mas apresentar aqui uma visão alternativa que talvez possa salvar o mundo deste caos e absurdo às avessas que aqui estamos submetidos. Isso sim, não nego em dizer que seja um desejo utópico.  







sábado, 13 de outubro de 2012

Demolidor e a Sétima Arte: Uma Desarmonia.






Ben Affleck recentemente deu a seguinte declaração: "Tive uma experiência negativa com a única HQ que eu gostava, já que o filme não funcionou. É uma pena, pois Demolidor é uma ótima ideia, uma excelente HQ e logo depois que o filme saiu começou a onda de fazer filmes de quadrinhos realmente bons, com investimento. Felizmente, eles vão fazer um reinício para a série. Chegaram a me chamar para ele, mas eu achei que não devia, pois não seria um reboot se eu estivesse ali".
Concordo com Ben Affleck, Demolidor é uma excelente história e o filme careceu de maior investimento. No entanto, a não funcionalidade do filme não está apenas na escassez de investimento dirigido ao filme. A escassez de investimento sempre se fez notória nas HQs do herói. Relegado a um segundo escalão Marvel. Demolidor já esteve por inúmeras vezes a ter seu título cancelado. Somente Frank Miller, para mim um gênio das HQs, conseguiu dar ao Homem sem Medo a sua devida importância.
Miller transformou o Demolidor de um personagem prestes a ter sua revista cancelada em uma referência dos quadrinhos. Miller transformou o Demolidor , e nos presenteou com um personagem complexo e voltado para um público mais adulto. Nas estórias de Frank Miller, Demolidor interagiu com prostitutas, assassinos de aluguel, mafiosos, psicopatas, mendigos etc. Demolidor atua em Hell`s Kicthen – conhecido por nós como Cozinha do Inferno.
Miller mergulhou o Demolidor num universo realista e assustador.  Só para reforçar a importância de Frank Miller: “A Queda de Murdock” é de sua autoria. Além disso, Demolidor é um herói isolado em seu universo, ou seja, é averso a interação com outros heróis Marvels. O que reforça minha opinião de que Demolidor está dentro de um universo complicado.
Depois de Miller, todos os outros escritores que trabalharam nas HQs do Homem sem Medo seguiram sua temática adulta. Diante dessa complexidade como fazer esse personagem “funcionar” no cinema?
Justiceiro e Motoqueiro Fantasma são boas HQs e gozam do mesmo problema: não funcionaram no cinema. Agora surge especulações de que a FOX lançará “ Demolidor 2: A Queda de Murdock” no cinema. Com certeza será um fracasso de bilheteria.
Sinceramente, não vejo Demolidor tendo sucesso em qualquer filme lançado. E não adianta tentarem dizer : “Nolan conseguiu fazer isso com Batman”.
Me desculpe a pretensão. Mas Batman em comparação a Demolidor tem um universo menos real e assustador. Traçando uma comparação: Gothan City  é o paraíso e a Cozinha do Inferno é o INFERNO. Batman ainda que seja um personagem sombrio é um personagem popular e é apresentado em diversos modos e múltiplas mídias. E Demolidor? Qual sua força frente às crianças e jovens? Um herói cujo nome é “Demônio Desafiador”  será bem recebido?
E o que fazer diante desse problema? Não investir? Não tentar? Bem...a minha opinião é que certos personagens não devem e nem precisam ir aos cinemas.
 Se a produção de um novo filme do Demolidor estiver atrelada apenas a uma questão de lançar para agradar os fãs do personagem e até aceitável a investida. Mas, se há intenção da FOX de angariar lucros exorbitantes o prejuízo será certo.
Há necessidade de investir em Demolidor 2?
Deem sua opinião.

domingo, 7 de outubro de 2012

Salve Thor!




Trovões bradam
Furacões se formam
Raios rasgam o céu
O imponente martelo surge
Glorioso Deus do Trovão estremeça os céus de Midgard
Glorioso Deus do Trovão desfile tua imponência nos céus de Asgard

Trovejante!
Em tuas veias corre o poder divino do senhor supremo
Odin!

Thor Odinson
Guie-me em vossas intensas batalhas
Permita-me ter a honra de lutar ao teu lado
Deixe-me reverenciar tuas vitórias
E mesmo que haja a vinda inexorável da morte
Irei com regozijo
Pois saberei que lutei convosco

Ah! Filho de Odin...
Como querias ter tua força
Tua coragem
Tua nobreza

Thor Odinson
Defendas Midgard com honra
És o mais poderoso dos Vingadores
És o mais majestoso dos Asgardianos
És tão virtuoso que só ti pode empunhar Mjolnir

Thor Odinson      
"Tu és o filho favorito de Odin! Além de Valente e nobre, tua alma é imaculada!" 
Midgard e Asgard te saúdam


Salve Thor !


quinta-feira, 20 de setembro de 2012



Batman é Maluco

Bruce Wayne não consegue superar o trauma da perda trágica de seus pais.
Ele tem Síndrome de Peter Pan, pois não deixa o garoto de 8 anos crescer.

Afinal de contas um homem de aproximadamente 1,90 m de altura que se veste de morcego não é “normal”. Sim, caros amigos, o Morcegóide é tão louco quanto aqueles que trancafia no Asilo Arkham. Quando na verdade também deveria ficar preso lá.

Pergunto qual é o cara em sã consciência que deixaria de lado a estonteante Selina Kyle, a exuberante Vicky Vale ou pior ainda caríssimos dispensar a Mulher Maravilha que na minha humilde opinião, é a mulher mais linda dos quadrinhos, pra ficar pulando entre os prédios atrás de um magrelo com um eterno sorriso estampado no rosto?

O Batman agrega a maior concentração de malucos apenas por existir por exemplo: o Charada, Pinguim, Chapeleiro Louco, Max Zeus, Duas Caras entre uma infinidade de outros, pois esses pirados querem apenas chamar sua atenção.

Bom, sinceramente, no quesito de chamar atenção temos a Coelha Branca que é muito sexy. Com uma vilã absurdamente sensual como essa, até eu ia querer pra ser minha inimiga. Eu não iria me importar com nada que ela fizesse.

 Eu não estava nem aí pra Gotham, se eu fosse o Batman queria é tê-la comigo, botá-la na minha Batcaverna e dizer: “- o que há velhinho?”, quantas vezes fossem necessárias.
Só por este prisma digo que ele é maluco.

 O Morcegão é um psicótico de marca maior, um maníaco por controle que precisa saber de tudo que acontece em Gotham e quando não dá pra fazer isso joga nas costas da coitada da Bárbara Gordon (Oráculo).

Isso sem falar que usa moleques vestidos de vermelho pra lutarem ao seu lado (um tal de Frederick disse outra coisa repugnante lá nos anos 50).

Bruce diz que são soldados praticando o bom combate, mas na verdade está expondo crianças ao risco de morrerem em algum confronto, eu já falei que ele é maluco?

É como na fábula de Pinóquio aonde Alfred é o Grilo Falante, enquanto, Batman o boneco de madeira.  Alfred sempre dá um alerta para Bruce aconselhando-o da melhor maneira possível. Só que Bruce na maioria das vezes não dá a mínima pro que ele diz.

Os bat-fãs são outros pirados que apoiam esta sandice toda. Eu também sou um deles pode crer. Ah! Ah! Ah! Ah!

Nota: O autor Anderson Souza teve problemas com o “Veneno do Coringa”, mas ainda bem que sua esposa estava em casa. Ela ligou pro SAMU a ambulância chegou e conseguiram medicá-lo rápido.

O resto dos autores do Blog ao saberem deste incidente ficaram preocupados e estão sem beber água, tomar banho ou escovar os dentes há um bom tempo, então, se encontrarem Alex ou JC Anjos na rua com a barba por fazer e com o cabelo desgrenhado, eles estão bem, mas com um medo danado.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Morte Cômica

Você, leitor, que vai se permitir a ler este texto, deve começar desde já a separar o sentido da palavra “ Comics” do que vai ser abordado aqui. Ao linkar na palavra em destaque digo que este sentido não funciona mais nas editoras como DC & Marvel. Portanto, tratarei aqui de outros termos como puro e simplesmente HQs por exemplo. Caso dos nossos temas. Mas mesmo se for o caso, HQs como Luluzinha, Turma da Mônica ou até mesmo os quadrinhos mais underground que abordam temas mais engraçados, aqui são tratos com certa seriedade. Não que os quadrinhos devam ser levados a sério o suficiente para serem aceitos por algum clube massificador de capital cultural (como na verdade já é se tratando de grandes empresas editorias incluindo aquelas cujos personagens abordados aqui), mas também, não é o nosso caso levar tal Arte como arte kitsch. Efêmera.

Em outras palavras, as HQs no meu entender não estão ligadas estritamente ao “cômico” no sentido de engraçado e também não somente no sentido do mero entretenimento embora boa parte da industria dos quadrinhos trabalham com objetivo capitalista. Mas creio que o principal objetivo aqui é trabalhar personagens tão interessantes com o mesmo olhar que enxerga-se os mitos clássicos, ou seja, com infinidade de possibilidades para que se possa entender o mundo contemporâneo. Tentar entender a chave que são esses mitos em nosso comportamento. Como, por exemplo, no artigo Não Atirem no Coringa da jornalista Eliane Brum que vai tratar justamente desta psicopatia social que supostamente devido ao apelo midiático faz com que os mitos exerçam influência em nossas ações.


Mas, ainda assim temos um público destinado as HQs “Comics” da Walt Disney, que via de regra, se encaixa aos personagens do cartunista (outra palavrinha passível de discussões, mas acho que aqui se aproxima um pouco mais do Comics) Mauricio de Sousa (Turma da Mônica). De qualquer forma são classificações difíceis e quase impossíveis de julgar e generalizar. 

Bom até lá vou tratar de chamar o belíssimo mundo das Artes gráficas (que aqui já é outro equívoco), Artes seqüências (um bom ponto de saída para pesquisa), etc; de simplesmente HQs.  Enquanto isso aja discussão. 





terça-feira, 11 de setembro de 2012

Superman é mesmo um escoteiro?

Seria Superman realmente "o escoteiro"?
Podemos dizer que Superman é fraterno, leal, altruísta, responsável, respeitoso e disciplinado.
Diante disso, e de outros adjetivos nobres, Batman apelidou-o de "escoteiro".
"Escoteiro" por seguir os padrões da sociedade em que está inserido. "Escoteiro" por obedecer as leis do Estado e do País em que vive. Para Batman, Superman sempre seguiu "cegamente" as ordens do governo.
Isso faz de Clark Kent/Kal-El/Superman um "escoteiro"?
Batman está correto em chamá-lo de "escoteiro"?
Bruce Wayne nasceu aqui. Perdeu seus pais através de um crime brutal. Ainda sim é norte-americano e terráqueo.
Kal-El não nasceu aqui. Perdeu seus pais e perdeu seu planeta de origem.
Todos sabem que ele veio de outro planeta. É um alien.
Bruce Wayne ao chamá-lo de "escoteiro" está sendo arrogante e presunçoso. Batman não sabe o que é ser "estrangeiro".
Mesmo possuindo poderes assustadores, Superman nunca fez valer a força para ser aceito. Alías, como Batman diz, ele é o "escoteiro".
Mas é "escoteiro" não por ser permissivo ou submisso. Mas por buscar diariamente a "aceitação".
Aqui, ele sempre será um estrangeiro. Não importa quantas vezes salve o mundo. Ele sempre será um elemento "estranho".
Batman, mesmo sendo um herói solitário e não gozando de muito prestígio em Gothan City ainda sim é visto com um homem nascido aqui. Nunca ouvirá: "Volte para sua terra!"
Por isso, entendo a tentativa de Clark Kent de se fazer "enquadrar" nos padrões sociais e morais dos terráqueos. E principalmente dos norte-americanos.
Se "enquadrar" nos padrões norte-americanos...
...
...
...coitado...

Escrito por Alex Sandro Franco dos Santos

Superman: O Novo Retorno



Esqueçam Christopher Reeve!
Se é para dar um “novo” rumo ao homem de aço nos cinemas. Repito: Esqueçam os filmes de 1978 e 1980.
São filmes antológicos, atemporais e com atuações brilhantes de um elenco afiado.
Então sempre será injusto traçar comparações.
Houve um grande hiato para o retorno do “paí de todos os heróis”. A primeira tentativa foi em 2006 com Superman O Retorno. Bryan Singer foi o diretor escolhido  e vinha com gabarito. Singer tinha dirigido X-Men O Filme e X-Men 2, os dois filmes foram sucesso de público e crítica.
Superman O Retorno não foi unanimidade. Não vou me ater a falar mal do filme. Apenas digo que houveram controvérsias.
Após 7 anos, Superman retorna aos cinemas em 2013. Com o título “Homem de Aço” a DC terá sua “prova dos nove”.
A recente trilogia de Batman foi aclamada. Obteve lucros estrondosos e entrou na galeria de trilogias épicas.
O que esperar de Zack Snyder e seu "Man of Stell"?  Sinceramente não sei...
Não vou perder tempo falando do ator escolhido nem de elenco. Até porque eu já afirmei em outra postagem que quando se tem direção competente a escolha dos atores é secundária.
Espero tratamento sério com o personagem. Em "O Retorno", Bryan Singer nos fez engolir uma paternidade para o Homem de Aço. E isso não é tratar um mito com seriedade.
Será sucesso de bilheteria? Adianto e digo que NÃO!
Estou desesperançoso com o filme? NÃO!
Mas é necessário dizer que “Homem de Aço” dividirá atenções com Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio.
Devido ao sucesso histórico de “The Avengers”. Os filmes dos dois vingadores terão sucesso.
A batalha de Superman para superar os dois vingadores será árdua. Alguém acredita que arrecadará as cifras de Os Vingadores?
Até porque os filmes da Marvel iniciarão “a segunda fase dos Vingadores” e terá novamente como ápice “The Avengers 2” em 2015.
Por isso, AGUARDEMOS...a grande luta de Clark Kent/Super-Homem não será travada somente nas telas e sim fora delas...

Escrito por Alex Sandro Franco dos Santos

sábado, 25 de agosto de 2012

O (re)nascimento dos mitos na atualidade




Por JC Anjos

Edipianamente entendido ou não. A verdade é que sempre vi em meu pai, quando na infância, a imagem do Deus vivo. Um Deus, que apesar de estar ali, fisicamente próximo de mim, me parecia algo intocável. Ou no mínimo um aproximar bastante temido pela minha frágil insegurança infantil. Parece exagerado comparado a forma como muitos de meus contemporâneos, principalmente os jovens de agora, terem tido uma criação mais aberta e mais “acessível” que a minha. Mas não vou omitir aqui o que me diz respeito. E por conta disso, vejo o quanto meu pai era uma entidade olímpica que vinha de vez enquando de seu reino divino somente para me repreender ou até mesmo “me castigar” com seus punhos fechados ou “chicotes” ardentes como fogo.  Não estou reclamando aqui um trauma mal resolvido. Porque também sentia pelo meu todo poderoso pai uma forte segurança de que nada neste mundo iria me tocar. E se as coisas foram desse jeito, é que a vida causa contingências em que precisamos superar.

 Tudo isso para dizer que meu pai. Esta imagem que ele tanto impôs para mim é mesma imagem que tanto alimentamos em nossas vidas através de arquétipos sejam eles religiosos ou não. Esses arquétipos nascem dos mitos. Criaturas do nosso imaginário que foram criadas e representadas por cada civilização dentro de seu logos.  O mundo ocidental transformou boa parte de seus mitos em entidades patriarcais (vide os alguns mitos gregos).  Foi preciso a tragédia resgatar o espírito de gaia e assim tirar esses mitos de seu pedestal.

Assim vejo o que meu pai é na verdade em contrapartida daquilo que Ele representava para mim: agora um homem frágil e cheio de vícios. Vícios que todos nós carregamos por ser humanos, demasiadamente humanos.

Em escala menor os quadrinhos tiveram a mesma transição que começou na era de ouro, teve seu cume na era de bronze e hoje vemos o quanto os mitos contemporâneos estão tão próximos em divulgação e humanidade na post-bronze*.

O Super-homem (hoje, com a imposição da cultura Norte Americana. Esta que estamos consumindo agora, por exemplo, devemos usar o verbete original Superman de agora em diante) já não é tão invencível e se ele é super é porque sua grandeza o adjetiva apesar de suas fraquezas tão humanas, demasiadamente humanas.

Capitão América já não é mais o ideal presunçoso Norte Americano, mas apenas um símbolo daquilo que jamais seremos - talvez nem ele próprio, apesar de seu forte espírito de liderança e ideais que sobrepõem o próprio nacionalismo - Steve Rogers é um idealista, mas também foi um dia o Cristo crucificado quando foi envolto em uma bandeira cujas cores se desbotaram desde seu estado de animação suspensa (nossa! Ainda usam este termo, nos quadrinhos?).

Thor. Um mito clássico no sentido literário. Um mito nórdico no seu verdadeiro sentido folclórico, magistralmente resgatado para os dias de hoje por Stan Lee,  Larry Lieber, e Jack Kirby. Thor é um Deus que está há muito longe de sua época e sua civilização. Apesar de sua condição existencial se parecer bastante coma do Superman no que diz respeito de ambos pertencerem a outros mundos, outras culturas e com isso serem vistos pelos terráqueos como forasteiros (não diria tanto alienígenas), O Deus do trovão parece estar bem mais a vontade na sua condição de Deus que o próprio Superman.

Tony Stark – O Homem-de-ferro. Tão poderoso em sua armadura invencível! Fora dela, um homem inteligente e como ele propriamente diz: “um Homem a frente de seu tempo”. Porém, este “homem-de-ferro” não foi páreo para um simples copo de  whisky.

Vemos também Peter Parker: Quem de nós nunca foi o garoto que um dia seria picado por uma “aranha radiotiva”? nós fomos picados por nossa puberdade e tivemos que lhe dar com esta aceitação ao mesmo tempo em que precisávamos ser aceitos pelo mundo (no mínimo em algum grupinho no pátio da escola). Hoje, neste mundo adulto, me sinto como Hulk quando este, além de ter que lhe dar com toda a sua fraqueza e fragilidade (“Benner fracote!”*²), ainda é bombardeado por um mundo “que não o tolera”*³

Enfim, Temos uma infinidade de reinterpretações de nossos mitos que até são comparáveis com os mitos de outras épocas, mas que me limito apenas e analisar os nossos que são tão nossos. E não se enganem. Apenas citei pequenos fragmentos de um universo tão complexo e interligado ao nosso como é o mundo dos quadrinhos. Confesso que não tenho mais o mesmo hábito que tinha de anos atrás. Mas isso não me desmerece como fã de HQs. pelo contrário. Cada vez mais eles fazem parte de meu imaginário. São meus arquétipos. Sem eles perco minha referencia de parte do que fui. E isso é só começo leitor. Esta nascendo aqui uma nova forma de falar de quadrinhos.



* Achei melhor improvisar este termo enquanto não se inventam um termo para esta épcoca em que os quadrinhos tomaram de assalto de vez as telas de cinema.
*² frase sempre usada pelo Hulk nas HQs
*³ frase citada durante todo o filme de “HulK” de Ang Lee. Principalmente pelo “pai” de Bruce Benner. Personagem criado especialmente para o filme e interpretado pelo “trágico” Nick Nolte (isso é um elogio na falta de palavras para elogiar este grande ator)

O futuro de Batman sem Nolan

O que nos reservará o  futuro de Batman no cinema?
Diante do que Nolan nos apresentou. O que ansiar nos próximos filmes?
Quando novos filmes serem realizados como não comparar com Begins, Cavaleiro das Trevas e Cavaleiro das Trevas Ressurge?
Faço esses questionamentos como um apaixonado pela sétima arte. E os filmes de Nolan sobre o morcego me deixaram enebriado.

Nolan nos mostrou que quando se tem roteiro bem escrito e direção competente, a escolha dos atores/as  para compor o elenco pouco importa – claro que devemos sempre trabalhar com o campo das exceções – por isso, Bale teve seu trabalho “facilitado” o que quero dizer é que Bruce Wayne/Batman poderia ter sido interpretado por qualquer outro ator que o resultado positivo seria o mesmo. O sucesso das películas não ficou “dependente” a escolha de estrelas de Hollywood. Os filmes de Nolan beiram à perfeição.
Na trilogia, o único ator que conseguiu suplantar o roteiro em si foi Ledger – olha aí o campo das exceções – que no papel de Coringa foi antológico. O Cavaleiro das Trevas poderia ter sido um fiasco(proeza díficil) que mesmo assim Ledger estaria “eternizado”. Me atrevo a comparar a atuação genial de Ledger a Brando como Don Vito Corleone. Para mim, as duas atuações mais emblemáticas da história hollywoodiana.
O que nos reservará o futuro de Batman no cinema?
Quem estará gabaritado a reiniciar a franquiar? Como assinalei no início do texto, haverá comparações, isso é inevitável. O caminho do reeboot deverá ser bem pensado e muito bem estruturado. Será preciso ter sabedoria para lidar com as comparações e inteligência para receber as críticas. A trilogia Batman de Nolan não deve ser menosprezada. É preciso aprender com ela. Ela não é fim. É início! Início de um “marco”. A.N e D.N (antes e depois de Nolan).
Batman teve tratamento digno. E é isso que os grandes heróis merecem. Não merecem roteiros frouxos e personagens caricatos – vide Batman Eternamente e Batman e Robin.
O Cavaleiro das Trevas literalmente ressurgiu para a sétima arte.
Concluo, falando rapidamente de outro pilar da DC: Superman. A tentativa de reinício da franquia com o excelente Bryan Singer foi um fracasso. O filme teve roteiro inexpressivo e foi mal estruturado. Não houve respeito com a grandeza do herói.
Agora o homem de aço retorna ao cinema em 2013 pelas mãos de Zack Snyder, temos nova direção, novos atores e até um novo uniforme. Como fãs esperamos que haja um projeto a longo prazo para “Men of Steel”. Esperamos que haja uma trilogia pronta, onde os filmes estejam conectados. Esperamos que Superman tenha uma trilogia com qualidade igual ou superior(acho difícil)  a de Batman.  Nolan deixa um legado, e esse legado já está deixando saudades...

Alex Sandro Franco dos Santos.